Julie Jacobson/AP
Julie Jacobson/AP

Após encontro com Préval, Hillary promete parceria com Haiti

Estaremos aqui hoje, amanhã e no futuro, diz secretária de Estado a presidente haitiano em reunião

AE, Agencia Estado

17 de janeiro de 2010 | 13h19

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, prometeu no sábado, 16, uma parceria dos EUA com o Haiti para a recuperação da nação destruída por um devastador terremoto de 7 graus na escala Richter ocorrido no último dia 12. "Estamos aqui a convite do seu governo para ajudá-lo", disse Hillary durante entrevista coletiva após um encontro de uma hora com presidente do Haiti, René Préval, e militares americanos que organizam as operações de ajuda.  

Reação internacional:

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Hillary declarou que os Estados Unidos vão trabalhar junto com o Haiti para restaurar a eletricidade e as comunicações. "Como o presidente (Barack) Obama disse, estaremos aqui hoje, amanhã e no futuro", disse a Préval, cujo palácio presidencial foi destruído no tremor. Os governos do Haiti e dos Estados Unidos deverão divulgar hoje um comunicado sobre como eles planejam trabalhar juntos.

"Eu conheço a força do povo haitiano. Vocês têm sido severamente testados", disse a secretária americana, a mais graduada funcionária do governo dos Estados Unidos a visitar o Haiti após o terremoto. "Mas eu acredito que o Haiti pode voltar mais forte e melhor no futuro", acrescentou.

Préval disse que a visita de Hillary "aquece nossos corações". "Mas é também uma chance para nós de reafirmar prioridades e assegurar a coordenação com o governo americano e com a comunidade internacional." Hillary disse que os dois "discutiram as prioridades para restaurar (os serviços de) comunicações e eletricidade".

Ontem, rumo a Porto Príncipe, Hillary disse que a ajuda poderia chegar de forma mais rápida se o Parlamento aprovar um decreto que dê mais poderes a Prèval,alguns dos quais poderiam ser delegados aos EUA, como por exemplo o poder de decretar toque de recolher. "Um decreto daria ao governo uma autoridade enorme, a qual, na prática, eles delegariam para nós", disse ao "The New York Times".   Segundo a chefe do Departamento de Estado,  governo haitiano também busca se recuperar do terremoto e deu aos EUA liberdade de ação para trabalhar.

Irritação

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Havia irritação no aeroporto do Haiti, controlado pelos americanos, onde os voos com suprimentos e ajuda ainda eram mantidos afastados e a fraca coordenação continuava a dificultar os esforços de ajuda.

Mas toneladas e toneladas de suprimentos e medicamentos estavam finalmente começando a chegar a algumas das áreas necessitadas de Porto Príncipe e até mesmo a uma cidade devastada fora da capital.

Hillary disse que as críticas de que a ajuda estava se acumulando no aeroporto eram injustas, afirmando que as forças americanas estavam liberando-a o mais rápido possível.

A secretária americana e Rajiv Shah, diretor da USAID (Agência para Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos), disseram que o Programa de Alimentos da ONU tinha começado a estabelecer centros para distribuição de alimentos e água em 14 pontos na capital Porto Príncipe.

Logística

Hillary disse que as operações de ajuda internacionais enfrentam muitos problemas de logística. Os militares americanos tentaram estabelecer zonas de aterrissagem para helicópteros para distribuição de ajuda, mas desistiram do plano por causa da provável aglomeração de pessoas nesses pontos o que tornaria a aterrissagem um risco, disse a secretária.

O uso de paraquedas para distribuição dos suprimentos também foi descartada porque tais lançamentos poderiam provocar brigas nas áreas urbanas ou poderiam atingir pessoas em terra. Hillary disse que os militares americanos ainda estavam buscando por soluções alternativas. As informações são da Dow Jones.

 

 

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