Após encontro com Uribe, Lula discute Farc com premiê francês

Presidente também se reúne com Álvaro Uribe e lhe oferece ajuda para buscar uma solução para o conflito

Agências internacionais,

10 de dezembro de 2007 | 17h19

Terminou na tarde desta segunda-feira, 10, na residência do embaixador do Brasil em Buenos Aires, Mauro Vieira, o almoço entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro ministro da França, François Fillion. A reunião fez parte de uma série de encontros bilaterais que o premiê francês agendou com líderes latino-americanos para contribuir para a libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em especial da franco-colombiana Ingrid Bettancourt, ex-candidata presidencial seqüestrada desde 2002.   Lula oferece ajuda em negociação da Colômbia   Lula e Fillion, porém, deixaram a residência sem dar entrevista à imprensa e se dirigiram ao Congresso Nacional, onde iriam assistir ao juramento de posse da presidente eleita da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ocorrido no fim da tarde desta segunda.   Antes, Lula havia se reunido com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, para tratar da situação das Farc e ofereceu ao colega sua "ajuda" para buscar uma solução para o conflito.   Em rápida conversa com jornalistas antes de embarcar para Brasília após assistir à posse da ex-senadora Christina Kirchner, Lula teceu breves comentários sobre a questão.   "Esse é um problema da Colômbia, que já está tratando disso. Agora, a Igreja Católica vai ajudar, e eu acho que vai dar tudo certo", declarou.   Uribe também se encontrou com o primeiro-ministro Fillion, na sede da embaixada francesa em Buenos Aires, também para discutir as Farc. Na saída do encontro, o presidente colombiano disse que, se nas Farc ainda prevalecerem as idéias políticas, "tomara que eles atendam às pressões internacionais e percebam as razões dessas pressões e liberem os seqüestrados".   Já o premiê Fillion comentou sobre as pressões internacionais para que a Colômbia e as Farc destravem as negociações para liberação dos reféns, em especial da franco-colombiana Ingrid Bettancourt, ex-candidata presidencial seqüestrada desde 2002.   Um dia antes, no domingo, Fillion se reuniu, também em Buenos Aires, com Yolanda Pulecio, mãe de Ingrid Betancourt.   'Minha filha está em perigo'   Yolanda clamou à comunidade internacional que ajude a pressionar as Farc e o presidente colombiano para conseguir a libertação de sua filha. "Venho rogar à comunidade internacional, a todos os chefes de Estado, que por favor me ajudem a pressionar a guerrilha e o presidente Uribe." A mãe insistiu em que a vida de sua filha "está em perigo" e disse que seu pedido "é de urgência".   Além disso, confrontou a "humanidade" e "o desejo de ajudar" do presidente em fim de mandato da Argentina, Néstor Kirchner, com a postura de Uribe, a quem qualificou de "totalmente desalmado".   "Kirchner e Fernández têm coração, têm alma. Não como o presidente da Colômbia, que é um presidente totalmente desalmado. Durante seis anos pedi que permita um diálogo, e cada vez que ele se aproxima o prejudica, como o prejudicou agora faltando ao respeito com o presidente (venezuelano Hugo) Chávez", disse. Para Yolanda, "a única coisa que interessa a Uribe são as detenções políticas".   Com informações de Marina Guimarães, da Agência Estado

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