Após expulsar órgão, Bolívia 'exige' ajuda antidroga dos EUA

Cooperação é necessária 'sob enfoque de co-responsabilidade'; ministro vem ao Brasil explicar programa

Efe,

11 de novembro de 2008 | 16h38

Onze após expulsar o Departamento Antidrogas americano (DEA, na sigla em inglês) de seu território, sob acusação de espionagem e conspiração, o governo boliviano "exigiu" que os Estados Unidos cooperem com ele contra o tráfico de drogas, mas escolheu o Brasil como novo parceiro neste controle. "Irei a Brasília (na quarta-feira) para me reunir com autoridades brasileiras, explicar a nova estratégia da luta antidrogas e como devemos encarar estes temas de maneira bilateral, para duplicar ou triplicar esforços", disse o ministro de governo da Bolívia, Alfredo Rada, em entrevista publicada nesta terça no jornal La Razón. Veja também:Bolívia apresentará ao Brasil novo sistema contra narcotráficoAgência antidrogas dos EUA tem patrimônio oculto, diz BolíviaBolívia pede que agência antidrogas dos EUA deixe logo o país "Não rejeitamos a cooperação antidrogas de EUA, a demandamos e a exigimos (....) sob um enfoque de co-responsabilidade", acrescentou o ministro, ressaltando ainda que os EUA e a Europa "são os mercados maiores da droga". Após as acusações de espionagem e conspiração do presidente Evo Morales, os funcionários da DEA terão três meses para sair da Bolívia, segundo o governo, que ainda ficará com equipamento técnico e logístico, armamento, 200 veículos e demais bens do órgão americano, alegando que foram entregues em qualidade de doação. Além disso, o Ministério de Governo solicitará ao Estado um orçamento de US$ 20 milhões para "nacionalizar" o combate ao narcotráfico, US$ 4 milhões a mais do que os Estados Unidos forneceram entre setembro de 2007 e o mesmo mês deste ano. Além disso, a Bolívia proporá a Brasil, Argentina, Paraguai, Chile e Peru executar operações fronteiriças conjuntas contra traficantes. em uma série de reuniões lideradas pelo ministro Rada que começam na quarta em Brasília.

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