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Após outros revés, Arias diz que plano para Honduras 'está vivo'

Costarriquenho pede que não se desista de proposta; Tribunal negou adiantar votação, como queria San José

29 de julho de 2009 | 17h04

O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, pediu nesta quarta-feira, 29, a líderes latino-americanos que não deixem morrer sua proposta de acordo para uma saída à crise política em Honduras, onde há mais de um mês um golpe de Estado destituiu o presidente Manuel Zelaya. O governo interino diz estudar a última versão do chamado Acordo de San José, proposto por Arias, mas se nega veementemente a devolver o poder a Zelaya, instalado na fronteira da Nicarágua com Honduras.

 

Nesta quarta, o Tribunal Supremo Eleitoral de Honduras se pronunciou contra o adiantamento das eleições de 29 de novembro, parte da proposta de Arias para solucionar a crise. No Congresso Nacional, uma comissão especial - formada por alguns dos mais ferozes opositores de Zelaya - debate o ponto da proposta de Arias de conceder anistia a "todos os autores de delitos políticos cometidos antes e depois de 28 de junho". Uma decisão sobre o tema é esperada para esta quarta ou quinta-feira.

 

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"Hoje lhes peço que não desistamos deste esforço. Não baixemos a guarda na luta por uma solução pacífica para o conflito hondurenho", disse Arias durante uma cúpula de presidentes da América Central, México e Colômbia. "O Acordo de San José continua vivo (...) é uma semente não germinada", acrescentou Arias, cuja proposta inclui restituir Zelaya ao poder, formar um governo de unidade nacional até o fim de seu mandato em janeiro e adiantar as eleições previstas para novembro, entre outros pontos.

Zelaya, expulso do país por militares em junho, chegou na quarta à cidade fronteiriça de Las Manos, e logo se estabeleceu na vizinha Ocotal, como medida de pressão sobre o governo interino chefiado por Roberto Micheletti, após dar como fracassadas as negociações com a mediação de Arias. No entanto, Arístides Mejía, vice-presidente de Zelaya e seu representante na cúpula de Guanacaste, Costa Rica, disse que o presidente deposto apoia as negociações e quer a participação de mais países da região.

"Além da mediação, que é algo que nós apoiávamos e continuamos a apoiar, queremos (...) que os países amigos, particularmente países como México, Argentina, Colômbia, redobrem os esforços para alcançar o objetivo" de restituir Zelaya, disse Mejía a jornalistas.

PRESSÃO AMERICANA

Os Estados Unidos anunciaram na terça-feira a revogação de quatro vistos diplomáticos dos integrantes do governo interino de Honduras, e estudam cancelar outros mais, em um gesto de apoio a Zelaya, logo após ele pedir medidas mais firmes do presidente Barack Obama contra os "golpistas".

A vice-chanceler de Micheletti, Martha Alvarado, disse à Reuters que o governo interino continua aberto ao diálogo, mas afirmou que alguns pontos não podem fazer parte do acordo porque seriam contrários à lei, em alusão a uma ordem de prisão contra Zelaya emitida pela Corte Suprema de Justiça.

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