Após ultimato de Zelaya, EUA pedem paciência em Honduras

Zelaya disse que negociações fracassarão se ele não for restituído na próxima reunião; Washington evita prazos

Reuters

14 de julho de 2009 | 15h49

O Departamento de Estado norte-americano disse nesta terça-feira, 14, que todos os envolvidos na crise política de Honduras devem dar uma chance para que as negociações tenham êxito e não fixar prazos. O comentário feito pelo porta-voz do Departamento de Estado Ian Kelly foi uma resposta à declaração do presidente deposto Manuel Zelaya de que as negociações irão fracassar se ele não for restituído na próxima reunião, que provavelmente ocorrerá neste fim de semana.

 

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"Todos as partes nos diálogos devem dar a este processo algum tempo. Não fixem quaisquer prazos artificiais. Nós temos que dar uma chance ao processo", disse Kelly a jornalistas, referindo-se às negociações mediadas pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias.

Zelaya insiste em sua volta ao cargo após o golpe de 28 de junho. Mas Roberto Micheletti, instalado como presidente interino pelo Congresso de Honduras, está inflexível sobre o fato de que Zelaya não pode voltar ao poder sob quaisquer circunstâncias porque ele buscou ilegalmente estender seu mandato presidencial.

Nenhum governo estrangeiro reconheceu Micheletti como presidente. Os Estados Unidos, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pediram que Zelaya fosse restituído para seu gabinete depois do golpe no empobrecido país da América Central.

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