Ivan Alvarado/Reuters
Ivan Alvarado/Reuters

Após vencer 1ºturno, Piñera acena para independentes no Chile

Com 44% dos votos, Piñera enfrentará Eduardo Frei em 14 de janeiro; direita pode voltar ao poder após 20 anos

estadao.com.br,

14 de dezembro de 2009 | 10h15

O candidato da direita chilena, Sebastián Piñera, vencedor do primeiro turno das eleições presidenciais, acenou para os eleitores do terceiro colocado nas eleições de domingo, o independente Marco Enriquez-Ominami, com elogios sobre o candidato.  

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O candidato da direita ressaltou que se identificava com sua vitalidade de Ominami, com sua força e coragem com que enfrenta a vida.

 

"Quero convocar todos os eleitores de Marco. Vamos recebê-los de braços abertos e ganhar essas eleições", disse Piñera nesta manhã ao canal chileno "24 horas".

 

O candidato conservador acredita que o eleitorado de Ominami deve migrar para ele. "A mensagem de Marco não está com a Concertação, que está há 20 anos no poder, que fez coisas boas, mas está fatigada", completou.

 

O candidato também elogiou o comunista Jorge Arrate (5,86%), "por sua vocação de serviço" e a Frei "por sua experiência".

 

Piñera (44,23%) enfrentará no segundo turno, no dia 17 de janeiro, o candidato governista, o ex-presidente Eduardo Frei, que obteve 30,5% dos votos, segundo os dados oficiais da segunda apuração de votos. 

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Ele precisará de parte dos votos de Ominami para vencer Frei no segundo turno. O terceiro colocado na eleição já adiantou que não apoiará ninguém.

 

Piñera prometeu ainda governar para quem necessita. "Serei o presidente dos que estão sem trabalho, da classe média, dos doentes, dos adultos mais velhos e de quem precisa de um governo que lhes estenda a mão", destacou o conservador da Coalizão pela Mudança.

 

O empresário afirmou que este domingo o povo do Chile "se distinguiu com um grande triunfo, com o triunfo da mudança, do futuro e da esperança".

 

Ao término de seu discurso, Piñera agradeceu a seus apoiadores pelo apoio maciço a sua eleição, e pediu ao governo que não haja intervenção eleitoral com recursos do Estado e que seja uma campanha limpa. 

 

Com informações da Efe e atualizada às 11h15 para acréscimo de informação

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