Após ver o filho, Clara diz ser 'a mulher mais feliz do mundo'

Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF) entrega temporariamente a política a guarda de Emmanuel

Efe,

14 de janeiro de 2008 | 05h00

A ex-candidata à Vice-Presidência da Colômbia Clara Rojas afirmou neste domingo, 13, ser "a mulher mais feliz do mundo", após se reencontrar com seu filho Emmanuel. A declaração foi feita em um vídeo divulgado pelo Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF), que lhe entregou temporariamente a guarda de seu filho. Veja também:Clara Rojas visita Emmanuel em lar infantil de Bogotá  'Farc mantêm militares acorrentados'Libertação abre possibilidade de pazGaleria de fotos do resgate das reféns  Assista às imagens da libertação Saiba quem são as refénsEntenda o que são as FarcCronologia: do seqüestro à libertação Clara Rojas, libertada na quinta-feira passada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), encontrou-se neste domingo com seu filho, fruto de um relacionamento consentido com um guerrilheiro. "Eu me sinto a mulher mais feliz do mundo e mais orgulhosa do meu bebê Emmanuel. Ele está divino, tem um olhar encantador", disse emocionada a ex-refém das Farc, que agradeceu a todos os envolvidos em sua libertação. Com uma voz pausada, mas cheia de emoção, Rojas explicou: "Passei toda a tarde com meu filho Emmanuel. Já nos encontramos. Foi a sensação mais maravilhosa que eu poderia imaginar". Embora tenha assegurado que não tinha palavras para expressar "o que estava vivendo", reiterou que queria dividir este momento com todos, porque as pessoas os carregaram "em suas orações". Clara Rojas pediu compreensão aos meios de comunicação e, em geral, a todos. "Venho de um processo forte de esgotamento. Então quero dizer-lhes que quero ficar tranqüila", disse. Acrescentou que seu filho Emmanuel, sua mãe Clara González de Rojas e ela mesma devem se submeter a tratamentos médicos e que por isso vão precisar de um tempo para realizá-los. Após afirmar que vai trabalhar pelas pessoas que "querem a liberdade", a ex-refém das Farc disse que ela e sua família precisam descansar por "alguns dias, algumas semanas ou talvez meses". Por fim, Clara Rojas disse que levava "todo o mundo no coração" e que graças a todos ela e sua família estão bem e com muita vontade de viver. Rojas, de 44 anos, e a ex-congressista González, de 57 anos, foram libertadas nas selvas do sudeste colombiano, onde foram recebidas por uma comissão humanitária da Cruz Vermelha Internacional.

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