Alex Ibáñez/Presidência do Chile/Efe
Alex Ibáñez/Presidência do Chile/Efe

Aprovação de Piñera atinge recorde de baixa no Chile, diz pesquisa

Presidente tem apenas 23% de avaliações positivas; desaprovação chegou a 62%

Reuters

29 de dezembro de 2011 | 16h13

SANTIAGO - A aprovação dos chilenos ao presidente Sebastián Piñera caiu para 23%, um novo mínimo para um líder do país desde a volta da democracia em 1990, enquanto a desaprovação subiu significativamente, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 28.

 

O resultado divulgado pelo Centro de Estudos Públicos (CEP) mostrou que o apoio ao mandatário de centro-direita diminuiu 3 pontos percentuais em comparação com a medição de junho-julho.

A desaprovação ao mandatário, por sua vez, subiu de 53% para 62%, em um ano marcado por grandes manifestações em favor de uma reforma no sistema educacional.

Piñera, bilionário com uma fortuna avaliada em US$ 2,2 bilhões, ganhou as eleições com mais de 51% dos votos no início de 2010.

Desde a volta da democracia em 1990, o nível mais baixo na gestão de um governo tinha sido o do democrata-cristão Eduardo Frei, com 28% de apoio em 1999, numa época em que a economia era golpeada pelo impacto da crise asiática.

Fortes manifestações estudantis pedindo melhoras no sistema público de ensino contribuíram para a queda sustentada na aceitação de Piñera e da gestão de seu governo, embora a economia tenha crescido mais de 6 por cento este ano.

Entre as personalidades políticas mais importantes da coalizão governista, o ministro das Obras Públicas, Laurence Golborne, lidera a avaliação com 66%, abaixo dos 81% alcançados por ele depois de protagonizar o resgate dos 33 mineiros soterrados no ano passado. Na oposição, a ex-presidente de centro-esquerda Michelle Bachelet aparece com 82% de avaliação positiva.

O CEP é uma fundação privada que recebe recursos de particulares e de empresas chilenas, e conta com o apoio de instituições estrangeiras como a americana National Endowment for Democracy (NED).

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