Silvia Oshiro/AFP
Silvia Oshiro/AFP

Aprovação de presidente peruano cai por denúncias de corrupção, diz pesquisa

Governo é acusado de espionar oposição e membros governistas

REUTERS

15 de fevereiro de 2015 | 13h55

A aprovação do governo do presidente peruano, Ollanta Humala, caiu em fevereiro 3 pontos percentuais em meio a denúncias de corrupção e de espionagem de dirigentes opositores e altos funcionários por parte do governo, mostrou uma pesquisa no domingo.

O apoio a Humala, cujo mandato vai até julho de 2016, caiu a 22 por cento, segundo uma pesquisa mensal feita pelo Ipsos Peru e publicada pelo jornal El Comercio.

A pesquisa não especificou a porcentagem dos entrevistados que desaprova o governo do militar da reserva, que assumiu em 2011.

"O que se estima é que a causa da desaprovação do presidente seja agora a corrupção", disse o diretor de Ipsos Peru, Alfredo Torres, ao jornal El Comercio.

"Aparentemente sua mediática esposa tem servido de para-raios político nas acusações relativas às receitas do casal", acrescentou.

A pesquisa mostrou que a aprovação da mulher de Humala, Nadine Heredia, caiu 9 pontos percentuais para 16 por cento em fevereiro, em meio a denúncias de lavagem de dinheiro e ligação com seu ex-assessor Martín Belaunde Lossio, acusado de liderar um esquema de corrupção.

"As acusações contra ela tiveram grande impacto", disse Torres.

Também afetaram a popularidade de Humala, segundo Torres, as recentes denúncias sobre a suposta espionagem do governo a políticos da situação e da oposição que gerou o fechamento da Direção Nacional de Inteligência.

A pesquisa de Ipsos Peru foi realizada entre 10 e 13 de fevereiro, com 1.201 entrevistados. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

(Reportagem de Teresa Céspedes)

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