Aprovado estatuto autônomo de região boliviana de Tarija

Departamento aprova autonomia com 78,78% dos votos; governo Evo considera consultas 'ilegais' e 'separatistas'

Efe,

26 de junho de 2008 | 18h25

O estatuto autônomo de Tarija, na Bolívia, obteve apoio de 78,78% no referendo realizado no domingo na região, segundo dados definitivos divulgados pela Corte Departamental Eleitoral (CDE). O relatório diz que o estatuto, promovido pelo governador regional, Mario Cossio, e considerado ilegal pelo governo de Evo Morales, recebeu 79.424 votos a favor, enquanto o "não" somou 21.396. Veja também:Apesar de abstenção, referendos bolivianos são aprovados A abstenção ficou acima dos 38%, já que das 173.231 pessoas capacitadas para votar, 100.820 participaram do pleito. Os resultados ratificam um estatuto que promove um regime autônomo que é rejeitado pelo governo boliviano, por considerá-lo ser parte de um movimento "separatista." A votação de Tarija encerra um ciclo de referendos autonomistas iniciado em Santa Cruz, onde o estatuto foi aprovado com 85,6% de apoio, em Beni onde os votos para o "sim" foram de 79,5% e em Pando, onde a aceitação foi de 81,9%. O próximo referendo na Bolívia será o revogatório dos mandatos do presidente Morales, de seu vice-presidente, Álvaro García Linera, e de nove governadores regionais, previsto para o próximo dia 10 de agosto. A consulta foi proposta no final de 2007 por Morales como uma possível saída à crise, mas não foi convocada até maio, quando por surpresa a maioria opositora do Senado a aprovou. No entanto, os governadores opositores das quatro regiões autonomistas, junto ao de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, decidiram rejeitar o referendo revogatório e chamar o governo para o diálogo.  Caso as negociações com o Executivo não prosperem, os governadores regionais pretendem antecipar as eleições gerais, previstas para fins de 2010.

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