Argentina aprova em tempo recorde a designação de novo embaixador do Chile

Zaldívar Larraín substitui Miguel Otero, que havia feito declarações polêmicas sobre Pinochet

ANSA,

16 de junho de 2010 | 18h47

BUENOS AIRES- O governo argentino aprovou nesta quarta-feira, 16, em tempo recorde, o novo embaixador do Chile no país. Adolfo Zaldívar Larraín substitui Miguel Otero, que renunciou ao posto após fazer uma polêmica declaração sobre a ditadura de Augusto Pinochet.

 

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"Desta maneira, e em outro gesto que cristaliza o muito bom estado das relações bilaterais, a Argentina aceitou em tempo recorde a postulação de Zaldívar como novo representante do país irmão", informou um comunicado da Chancelaria.

 

Zaldívar é advogado formado pela Universidade Católica do Chile e, além de ser professor de Direito Político e Constitucional, atuou como redator político do jornal La Prensa na década de 1970 e se destacou como defensor dos direitos humanos a partir de 1973.

 

O diplomata tem ainda uma longa atuação na relação entre Argentina e Chile. Em 1984, ele fundou e presidiu o Foro de Integração Política Permanente Chileno-Argentina e, por 14 anos, entre 1993 e 2008, foi presidente da Comissão Interparlamentar bilateral.

 

De acordo com a imprensa local, a postulação de Zaldívar foi apresentada à tarde e, logo, aprovada pela presidente Cristina Kirchner.

 

O chanceler do país, Jorge Taiana, teria recebido a informação pela manhã, ao telefonar para o seu par chileno, Alfredo Moreno, para cumprimentá-lo pela vitória da seleção chilena no jogo de estreia no Mundial da África do Sul.

 

No início do mês, o então embaixador Miguel Otero causou um mal-estar entre os membros do governo chileno ao afirmar, em entrevista à imprensa da Argentina, que "a maior parte do Chile não sentiu a ditadura" de Pinochet, de 1973 a 1990.

 

Logo, a administração de Sebastián Piñera retificou a declaração e afirmou que a opinião de Otero não condizia com a posição do governo. Dias depois, o diplomata anunciou sua renúncia.

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