Argentina cogita destruir material do avião militar dos EUA

Chefe de Gabinete argentino, Aníbal Fernández, disse que avião militar americano cometeu uma 'nfração alfandegária' ao entrar no país com material não declarado e insistiu afirmjando que a Argentina vai cumprir a lei da soberania nacional

Efe,

17 de fevereiro de 2011 | 02h41

BUENOS AIRES - O governo argentino deu nesta quarta-feira, 16, mais um passo no conflito aberto com os Estados Unidos pela apreensão de parte da carga de um avião militar americano, ao advertir que as leis do país consideram a possibilidade de destruir o material ilegal.

 

O Código Alfandegário argentino assinala que "caso se declarar uma importação e transportar outro material, é atribuição da Alfândega confiscar o material e dispor dele até chegar a sua própria destruição", afirmou ainda nesta quarta-feira o chefe de Gabinete, Aníbal Fernández, em declarações à emissora oficial Rádio Nacional.

 

Fernández apontou que o avião militar americano cometeu uma "infração alfandegária" ao entrar no país com material não declarado e insistiu que a Argentina "há de cumprir a lei no marco da soberania nacional".

 

De acordo com a versão argentina, a apreensão aconteceu porque a lista da carga adiantada pelos EUA não correspondia com a carga real.

Os Estados Unidos reivindicaram a devolução do material e o governo expressou estar "perplexo" pelo incidente com a Argentina.

 

O juiz argentino, Rafael Caputo, resolveu nesta quarta-feira que 22 funcionários da Alfândega, Administração de Remédios, Alimentos e Tecnologia Médica, Registro de Armas, Polícia Federal e Polícia de Segurança Aeroportuária da Argentina entraram na qualidade de testemunhas.

 

Estes funcionários deverão se apresentar entre esta quinta-feira e a próxima terça, informou o Centro de Informação Judicial.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.