Argentina defende papel da Unasul na solução da crise diplomática

Chanceler argentino negou que falta de decisão na cúpula sobre Colômbia e Venezuela seja 'desilusão'

Efe,

30 de julho de 2010 | 18h54

BUENOS AIRES- O chanceler da Argentina, Héctor Timerman, afirmou nesta sexta-feira, 30, que "o caminho está aberto" para que a Unasul contribua com uma "solução pacífica" do conflito entre Colômbia e Venezuela, e negou que a falta de acordo na reunião de ontem em Quito seja "uma desilusão".

 

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"O caminho para a paz foi encontrado. Não há nenhuma desilusão nem nenhuma ilusão, estamos trabalhando: é tudo", comentou Timerman em uma reunião com a imprensa internacional em Buenos Aires.

 

Hoje, a Colômbia acusou a Venezuela pelo fracasso da cúpula de chanceleres da União das Nações sul-americanas (Unasul), que terminou sem acordos e com a decisão de deixar a tarefa de buscar uma solução à crise bilateral nas mãos dos presidentes dos doze membros do organismo.

 

Timerman negou que o conflito entre os dois países vizinhos entre na agenda da cúpula do Mercosul, que ocorrerá na segunda e na terça na Argentina. "Não creio que o Mercosul deva ser quem dê as cartas neste assunto. É um tema da Unasul".

 

De todo o modo, o diplomata disse que os presidentes dos países que fazem parte do bloco econômico, que "têm muito boa relação" entre eles, devem conversar informalmente sobre a crise entre Caracas e Bogotá.

 

Timerman negou rumores de que o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, irá participar da próxima reunião de governantes do Mercosul.

 

Na cúpula de chanceleres da Unasul realizada na quinta em Quito, os representantes da Colômbia e Venezuela "fizeram uma apresentação muito boa de seus pontos de vista", comentou o argentino.

 

"O caminho está aberto para que o secretário-geral da Unasul (o ex-presidente argentino Néstor Kirchner) contribua para resolver o conflito", acrescentou.

 

Kirchner se reunirá na próxima quinta-feira em Caracas com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e no dia seguinte se reunirá em Bogotá com o líder colombiano, Álvaro Uribe, e também com Santos, segundo porta-vozes do dirigente da Unasul, marido e antecessor da chefe de estado argentina, Cristina Kirchner.

 

O conflito foi gerado por causa das denúncias do governo de Uribe sobre a suposta presença de chefes guerrilheiros colombianos na Venezuela, o que Chávez nega taxativamente. Na semana passada, o presidente venezuelano rompeu as relações com a Colômbia.

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