Argentina denuncia exercícios militares britânicos nas Malvinas

A Argentina protestou nesta sexta-feira contra os exercícios militares que o Reino Unido prevê realizar nas Ilhas Malvinas e os qualificou de "atos hostis", enquanto a chancelaria britânica garantia que se trata somente de atividades rotineiras.

Reuters

11 de abril de 2014 | 20h15

O Ministério de Relações Exteriores da Argentina afirmou que esses exercícios se realizarão em "território argentino ocupado, incluindo o lançamento de mísseis a partir das Ilhas Malvinas" entre 14 e 17 de abril, em um protesto apresentado ao embaixador britânico em Buenos Aires.

"Repetem-se as provocações e atos hostis contra a Argentina de uma potência nuclear extracontinental", ressaltou o ministério.

Um porta-voz da chancelaria britânica disse que "os lançamentos são exercícios de rotina que acontecem aproximadamente duas vezes por ano há muitos anos", acrescentando que Londres sempre os realizou com "todas as medidas de segurança necessárias, entre as quais a notificação aos navegantes e aviadores".

Em 2 de abril de 1982, soldados argentinos desembarcaram de surpresa e tomaram a capital do disputado território, em poder do Reino Unido desde 1833, no que foi o início de uma breve, mas sangrenta, guerra com a qual o Reino Unido recuperou o controle das ilhas, cuja soberania a Argentina reivindica.

O Reino Unido se nega a dialogar com a Argentina sobre o status das Malvinas sem que as conversações incluam seus habitantes, o que a Argentina rejeita.

(Reportagem de Guido Nejamkis)

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