Argentina e Irã formarão 'comissão da verdade' sobre atentado de 94

A Argentina disse neste domingo que firmou acordo com o Irã para estabelecer uma "comissão da verdade" com o objetivo de resolver um atentado em 1994 a um centro comunitário judaico em Buenos Aires que, segundo acusações de tribunais argentinos, o Irã patrocinou.

Reuters

27 de janeiro de 2013 | 18h19

A presidente da Argentina, Cristina Fernández, aceitou abrir discussões com Teerã sobre o ataque no ano passado em uma acentuada mudança em política diplomática que irritou Israel e atraiu críticas de líderes judaicos em Buenos Aires e nos Estados Unidos.

Cristina disse que ministros de Relações Exteriores da Argentina e do Irã assinaram um memorando de entendimento durante uma reunião na Etiópia.

O acordo estabelece uma comissão da verdade composta de especialistas em lei estrangeira "para analisar toda a documentação apresentada até agora pelas autoridades judiciais da Argentina e do Irã", disse Cristina em uma série de mensagens no Twitter.

Cristina, que tem relações próximas com outros líderes latinoamericanos que têm boas relações com Teerã, como o venezuelano Hugo Chávez, elogiou o acordo como "histórico".

Os cinco comissários serão nomeados conjuntamente e não serão moradores da Argentina ou do Irã, de acordo com um documento publicado na página de Cristina no Facebook.

Após analisar as evidências, "a comissão vai apresentar sua visão e emitir um relatório com recomendações sobre como o caso deve proceder dentro da estrutura legal e regulatória de ambos os envolvidos", de acordo com o acordo.

Também delineia planos para que autoridades legais argentinas reúnam-se em Teerã para questionar "as pessoas para quem a Interpol emitiu um alerta vermelho".

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