Argentina eleva limite para incidência de 'imposto da riqueza'

O Senado da Argentina transformouem lei uma iniciativa que eleva substancialmente o limite apartir do qual a população deve pagar um tribuno relativo aopatrimônio pessoal, em outra medida do governo para beneficiaros consumidores da classe média. O chamado "imposto da riqueza" será cobrado agora quando osbens de um cidadão superar os 305 mil pesos (cerca de 96.400dólares), um limite distante dos 102 mil pesos vigentes antesda aprovação da nova lei, na quarta-feira à noite. A medida, que deve entrar em vigor quando de suapromulgação, beneficiará cerca de 300 mil contribuintes e seráretroativa ao 1o de janeiro deste ano, segundo cálculos dogoverno argentino. A iniciativa é adotada depois de anos de protesto dapopulação, já que após a desvalorização do peso em 2002 o valordos imóveis triplicou, o que obrigou muitos cidadãos --entãocom menor poder aquisitivo-- a começar a pagar esse tributo. Até a modificação realizada pelo Congresso, uma famíliaargentina que tivesse um imóvel avaliado em 40 mil dólares eraconsiderada "rica". Além dos imóveis, o imposto também incide sobre osautomóveis, os depósitos bancários e os barcos, além de outrosbens. Meios de comunicação da Argentina disseram que a reformadetermina que o imposto sobre o patrimônio pessoal seja pago emrelação ao total dos ativos e não em relação ao montante queexceder o limite de 305 mil pesos, conforme determinava a leiantiga. (Por Damián Wroclavsky)

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