Argentina impõe condições para discutir discórdia comercial com Brasil

Ministra argentina enviou carta ao governo brasileiro acusando o Brasil de impor múltiplas barreiras às exportações argentinas

Efe,

14 de maio de 2011 | 01h41

BUENOS AIRES - A ministra de Indústria da Argentina, Débora Giorgi, manifestou nesta sexta-feira, 13, sua disposição em reunir-se em Foz do Iguaçu com seu colega brasileiro, Fernando Pimentel, para discutir as barreiras brasileiras à importação de automóveis argentinos, mas com a condição que Brasília levante essas restrições.

 

Fontes do governo argentino citadas pela agência oficial Telam disseram que Débora manteve nas últimas horas um contato telefônico com Pimentel, após o convite do ministro brasileiro para um encontro em Brasília.

 

As fontes indicaram que o ministro brasileiro pediu 48 horas para dar uma resposta a esta contraproposta do governo argentino.

 

Pimentel fez seu convite em uma breve carta de resposta à enviada anteriormente pela ministra argentina para protestar pelas medidas protecionistas anunciadas nesta quinta-feira pelo Brasil para frear a importação de automóveis.

 

Na carta, Pimentel reiterou "o interesse e a disposição" do Brasil em tratar "todos" os assuntos de interesse comercial entre ambas as partes, segundo informou em comunicado o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro.

 

Nesta quinta-feira, o governo brasileiro impôs restrições à importação de veículos automotores de todo o mundo, embora a medida tenha sido interpretada pela Argentina como uma represália às barreiras impostas aos alimentos procedentes do Brasil.

 

O governo argentino qualificou a medida como "intempestiva e sem aviso" e advertiu que a resolução afeta 50% do comércio bilateral.

 

Débora enviou uma dura carta a Pimentel na qual defende as medidas de proteção comercial adotadas pela Argentina e acusa o Brasil de impor múltiplas barreiras às exportações argentinas.

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