Argentina inicia julgamento contra ícone da ditadura

A Justiça argentina começou nestaquinta-feira o julgamento contra o ex-repressor da EscolaMecânica da Armada (Esma), o primeiro relativo ao maior centroclandestino de detenção da ditadura militar, onde foramtorturados milhares de dissidentes. Ao longo do último ano, a Argentina julgou e condenou trêshomens por cometer crimes contra a humanidade durante o regimemilitar que governou o país entre 1976 e 1983, entre eles umpadre, em um marco para a rebabertura de casos relacionados aoperíodo mais obscuro da história recente do país. Todos os processados foram condenados à prisão perpétua. Agora é a vez do ex-oficial da Marinha Héctor Febres, queescutará a acusação de privação ilegítima da liberdade depessoas na Esma, um dos símbolos desse período, localizado emum bairro residencial em Buenos Aires e que funcionará comomuseu. Muitos dos dissidentes que foram para a Esma morreram aoserem jogados sedados de aviões militares no imenso Rio daPrata. "Vamos pedir a condenação máxima, que é a reclusãoperpétua, porque um criminoso que cometeu os delitos maisatrozes que uma pessoa pode cometer, não pode estar um só dia amais em liberdade", disse a um canal de TV Myriam Bregma,advogada de alguns sobrevivente. Febres está atualmente detido em uma unidade militar. (Por Damián Wroclavsky)

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