Argentina irá à ONU contra exploração de petróleo nas Malvinas

Chanceler se reunirá com Ban; diplomata diz que Reino Unido verá vantagens em negociar soberania de ilhas

estadao.com.br,

22 de fevereiro de 2010 | 15h53

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, se reunirá na quarta-feira, 24 com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para protestar contra a perfuração de um poço de petróleo nas ilhas Malvinas por uma empresa britânica. A soberania da ilha, ocupada pelo Reino Unido desde 1833, é reivindicada pela Argentina e já fui disputa de uma guerra em 1982.

 

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Em Buenos Aires, o vice-chanceler Victorio Taccetti disse a uma rádio local que o Reino Unido terá de negociar para explorar petróleo no local. "Esta situação não vai se complicar. Em algum momento o Reino Unido vai ver que é conveniente negociar com a Argentina", disse.

 

Segundo um porta-voz da empresa Desire Petroleum, que ganhou uma concessão para a exploração de petróleo na área, o início da perfuração começou às 3h de hoje, em uma plataforma situada a cerca de 100 quilômetros da costa do arquipélago.

 

A Argentina diz que a autorização para a exploração de petróleo na região viola sua soberania e impôs restrições à navegação no entorno da ilha, localizada no Atlântico Sul.

 

A Desire Petroleum alega que não quer se envolver nas disputas entre a Grã-Bretanha e a Argentina. "A Desire é uma companhia de petróleo e está explorando petróleo e não está se envolvendo no que a Argentina está dizendo sobre recorrer à ONU.

 

A plataforma está localizada firmemente dentro das águas britânicas", afirma o porta-voz da companhia. Segundo ele, a Argentina está começando seu próprio programa de exploração de petróleo nas águas a oeste das ilhas.

 

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