Argentina pede que Irã indique terceiro país para julgamento

A Argentina pediu ao Irã na sexta-feira que indique um terceiro país para realizar um julgamento de autoridades iranianas acusadas por Buenos Aires de arquitetarem a explosão de um centro judaico em 1994 que matou 85 pessoas.

REUTERS

24 de setembro de 2010 | 16h28

O governo argentino quer a prisão de altos funcionários do governo iraniano por ligação com o ataque, no qual um caminhão carregado de explosivos destruiu o prédio da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia). O Irã nega qualquer participação no ataque.

A presidente argentina, Cristina Kirchner, em discurso à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), disse que a República Islâmica deveria escolher um terceiro país "de comum acordo... onde o devido processo será realizado."

Ela disse que realizar um julgamento fora da Argentina garantiria que os acusados tenham uma defesa justa.

A investigação do ataque é um dos principais temas da política externa de Cristina Kirchner, e seu governo está usando o encontro anual da ONU para pedir a extradição dos iranianos.

"Se alguém comete um crime dessa magnitude, essa pessoa deve ser punida", disse.

O ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, está entre os acusados pela Argentina de participação na explosão do centro judaico.

(Por Helen Popper, com reportagem adicional de Guido Nejamkis, em Buenos Aires)

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