Argentina perdeu US$ 13 bilhões com corrupção em 30 anos

Dinheiro foi perdido em 750 processos; apenas 3% dos casos encaminhados à Justiça acabaram em condenação

Ariel Palacios, O Estado de S. Paulo

10 de agosto de 2009 | 08h25

A Argentina perdeu pelo menos US$ 13 bilhões por causa da corrupção ao longo das últimas três décadas. A denúncia é do Centro de Investigação e Prevenção da Criminalidade Econômica (CIPCE). A organização informa que o dinheiro foi perdido em 750 casos de corrupção e delitos econômicos levados à Justiça entre 1980 e 2007. O CIPCE calcula que o volume total do dinheiro desviado em casos de corrupção é muito maior, pois grande parte das fraudes nunca foram denunciadas na Argentina.

 

Dos casos de corrupção encaminhados à Justiça desde 1980, apenas 3% acabaram com condenações, segundo o Centro de Investigação. Além disso, os julgamentos desse tipo de delito levam em média 14 anos para chegar a uma sentença.

 

Um dos poucos casos em que o dinheiro desviado voltaria à sociedade é o de María Julia Alsogaray, encarregada do polêmico processo de privatizações no início do governo do ex-presidente Carlos Menem (1989-99). María Julia, condenada por enriquecimento ilícito na virada do século, foi obrigada pela Justiça Federal na semana passada a entregar um elegante edifício que possui no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, para que seja leiloado. Além deste prédio, a Justiça leiloará outros dois apartamentos da ex-assessora de Menem até arrecadar US$ 1 milhão, para ressarcir os cofres públicos do dinheiro desviado há mais de uma década.

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