Argentina prende líder político por seqüestros na ditadura

Detido nesta quinta, Luis Patti luta para validar eleição na Câmara e não ser preso por privilégios parlamentares

Efe e Reuters,

22 de novembro de 2007 | 15h36

A Justiça argentina prendeu nesta quinta-feira, 22, um ex-prefeito e candidato a governador após uma investigação pelo seqüestro e desaparecimento de pelo menos três pessoas durante a ditadura militar, informou a imprensa local.   A prisão do político de direita Luis Patti, que atuou na polícia de Buenos Aires durante o regime de ditadura, acontece em meio a uma ampla reabertura de casos vinculados ao governo militar que controlou a Argentina entre 1976 e 1983. Durante esse período, cerca de 30.000 pessoas morreram nas mãos do próprio Estado, segundo entidades de direitos humanos. Uma comissão investigadora conseguiu comprovar mais de 11.000 casos.   Patti, que trava uma batalha judicial para que a impugnação de sua eleição para a Câmara dos Deputados seja anulada. Acusado pelo desaparecimento e morte de Gastón Goncalvez, do ex-deputado Diego Muñiz Barreto e de Carlos Souto, entre outras vítimas de grupos paramilitares, Patti alega que não pode ser detido pois tem foro privilegiado concedido aos parlamentares.   Manuel Goncalvez, filho do desaparecido Gastón Goncalvez, declarou aos jornalistas que a prisão de Patti "é o melhor que poderia acontecer" para que as investigações avancem. Seu pai teria sido torturado e assassinato no início de 1976 na cidade de Escobar, a cerca de 60 quilômetros de Buenos Aires, e onde Patti exerceu a função de policial e foi eleito pelo município.

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