Argentina protesta contra 'atos ilegítimos' do Reino Unido nas Malvinas

País condenou exploração petrolífera nas ilhas e defendeu sua imposição de controles marítimos no arquipélago

Efe,

24 Maio 2010 | 17h46

BUENOS AIRES- A chancelaria entregou nesta segunda-feira, 24, à embaixadora do Reino Unido em Buenos Aires, Shan Morgan, uma carta de protesto pela política britânica sobre as ilhas Malvinas, na qual responde a queixa de Londres pelos controles marítimos impostos pela Argentina ao redor do arquipélago.

 

Na carta, entregue à embaixadora pelo chefe de gabinete do Ministério de Relações Exteriores, Alberto D'Alotto, a Argentina protesta pelo que considera atos "unilaterais e ilegítimos" do Reino Unido pelas explorações petrolíferas autorizadas na plataforma continental das Malvinas, segundo fontes da chancelaria.

 

O texto também responde à queixa expressada por Londres ao encarregado de negócios argentino, Osvaldo Mársico, pela decisão argentina de impor controles marítimos nas proximidades das ilhas.

 

Segundo a Argentina, as normas impostas "regulam o tráfego marítimo de cabotagem entre portos localizados no território argentino, e, portanto, estão conformes com o direito do mar".

 

 

Além disso, o país sulamericano convida novamente o Reino Unido a retomar as negociações sobre a disputa pela soberania das ilhas, reclamadas pelos dois países desde 1833.

 

A situação das Malvinas é uma "ocupação pela força", denunciou hoje o vice-chanceler argentino, Victorio Taccetti, em declarações à imprensa local.

 

O governo argentino exige há três meses uma autorização especial aos barcos que naveguem por águas argentinas depois que empresas britânicas iniciaram operações de exploração petrolífera nas ilhas.

 

A soberania das Malvinas foi disputada em uma guerra entre os dois países em 1982, que terminou com a derrota das tropas argentinas.

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