Argentina quer voos de companhia estatal para as Malvinas

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse na quinta-feira que deseja a criação de um voo entre Buenos Aires e as ilhas Malvinas, e que para isso tentará renegociar o atual acordo aéreo com a Grã-Bretanha.

REUTERS

01 de março de 2012 | 16h56

Os dois países, que disputam a posse das ilhas no Atlântico Sul, assinaram no final da década de 1990 um acordo que autoriza a empresa chilena LAN a oferecer voos diários do Chile para as Malvinas (ou Falklands), que são controladas pela Grã-Bretanha.

A disputa voltou a causar tensões nos últimos meses, às vésperas do 30o aniversário de uma guerra por causa das ilhas.

"Vamos solicitar negociações para termos (...) voos partindo da Argentina continental - Buenos Aires - para as ilhas em nossa companhia de bandeira, a Aerolineas Argentinas", disse a presidente em seu discurso anual do Estado da União, no Congresso Nacional.

Os voos semanais da LAN atualmente fazem escala uma vez por mês em Río Gallegos, no sul da Argentina, uma exceção autorizada para que veteranos de guerra argentinos e parentes dos soldados mortos no conflito possam visitar as ilhas.

Nos últimos anos, a Argentina se queixa da prospecção de petróleo e gás por empresas britânicas nos arredores das ilhas. Neste mês Buenos Aires reclamou na ONU da suposta "militarização" britânica do Atlântico Sul, e ambos os países têm trocado acusações de "colonialismo".

Na segunda-feira, autoridades provinciais da Terra do Fogo, no sul da Argentina, proibiram dois navios britânicos de passageiros de atracarem nos seus portos.

(Reportagem de Helen Popper e Juliana Castilla)

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