Ariel Sigler recebe permissão para viajar aos EUA

Dissidente cubano conseguiu uma licença extra-penal devido ao sua frágil saúde e marcou a viagem para próxima semana

Efe,

22 de julho de 2010 | 00h14

HAVANA - O dissidente cubano Ariel Sigler, encarcerado em junho do ano passado com uma licença extra-penal por seu grave estado de saúde, viajará na próxima quarta-feira, 28, aos Estados Unidos, após obter a permissão de saída das autoridades cubanas, informa uma fonte da dissidência interna.

Sigler marcou sua passagem de avião para ir à Miami na próxima semana, onde espera o seu irmão, que recebeu na terça-feira a permissão de saída da ilha, explica o portavoz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), Elizardo Sánchez.

" Ele vai com uma visão humanitária e só", detalha Sánchez, que diz que havia conversado com a esposa de Sigler, Noelia Pedraza, que também realiza os trâmites para viajar para os Estados Unidos.

A licença extra-penal, outorgada a Sigler foi o primeiro resultado do processo de diálogo aberto em maio passado entre o governo de Raúl Castro e a Igreja Católica da ilha sobre os presos políticos.

Sigler, 47 anos, e presidente do Movimento Independente Opção Alternativa, foi preso junto com seu irmão, Guido, e amos foram condenados a 20 anos de prisão na onda repressiva que levou a detenção de 75 opositores na "Primavera Negra", de 2003.

Durante seus sete anos de prisão, o estado de saúde de Sigler se deteriorou até ele ficar paraplégico, devido a uma neuropatia carencial, associada por problemas nutricionais, entre outras doenças.

Além da licença de Sigler, o governo de Cuba se comprometeu a liberar gradualmente em um prazo máximo de quatro meses os 52 disidentes que estão na carceragem - do grupo dos 75 -, dentro do inédito processo de diálogo iniciado com a Igreja Católica da ilha, que é apoiada pela Espanha.

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