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Às vésperas das eleições, Fidel chama OEA de 'lixeira' em artigo

Líder também cita vários veículos com depoimentos sobre sua saída do poder e o destino da ilha

Efe,

23 de fevereiro de 2008 | 15h38

O líder cubano, Fidel Castro, zombou da Organização dos Estados Americanos (OEA), chamando-a de "lixeira", em um artigo publicado pelos meios de comunicação da ilha, todos estatais, na véspera das eleições que escolherá seu sucessor na presidência.   O título das "Reflexões do companheiro Fidel", que, por sua ordem, os jornais cubanos publicam nas páginas internas, mas com chamadas na capa, é "Quem quer entrar na lixeira?".   "Por acaso, fiquei sabendo que a OEA existia ao ler neste sábado, 23, um e-mail com a reportagem de Georgina Saldierna, publicada no La Jornada, intitulado 'Insulza descarta que Cuba possa ser aceita novamente de forma imediata na OEA'", começa o artigo, referindo-se ao secretário-geral da organização, o chileno José Miguel Insulza.   "Ninguém se lembrava dela. Veja o caráter antiqüíssimo do argumento", acrescenta Fidel em seu artigo, no qual cita vários veículos internacionais com depoimentos sobre sua saída do poder.   Cuba foi excluída da OEA em 1962, e Insulza disse na terça-feira que, após a renúncia de Fidel, depois de permanecer quase 50 anos no poder, espera-se uma mudança interna na ilha a partir do "diálogo democrático e pacífico".   No artigo, Fidel diz ainda: "Se isso já não é o suficiente para se divertir, veja a matéria de Antonio Caño, do El País (da Espanha), intitulado 'O isolamento da ilha serve apenas para perpetuar a agonia do regime'". A matéria mostra uma entrevista com o exilado empresário cubano Carlos Saladrigas. Após falar sobre Caño, Fidel diz que Saladrigas soa a seus ouvidos como nome e sobrenome que ouviu muitas vezes quando tinha 18 anos e estava concluindo os estudos "no quinto e último ano de bacharelado".   "Era o candidato escolhido (pelo ditador Fulgencio Batista) no fim do último ano de seu mandato constitucional. Antes, tinha sido primeiro-ministro. A Segunda Guerra Mundial já estava quase no fim", lembra o líder cubano, de 81 anos.   Sobre a afirmação da reportagem do El País, de que o exílio de Miami "poderia se transformar no maior fundo de ajuda" para uma transição política na ilha, Fidel diz que "isso é algo que os Estados Unidos não poderiam comprar com todo o dinheiro do mundo".   O líder cubano também cita um artigo de David Brooks, do La Jornada, intitulado "EUA relegados a simples espectadores da transição política em Cuba". "Como os leitores puderam perceber, tenho trabalhado pouco enquanto espero a decisão transcendente do dia 24. Agora sim ficarei vários dias sem usar a pluma", acrescentou.   Amanhã, a Assembléia Nacional de Cuba designará um novo Conselho de Estado, cujo presidente substituirá Fidel Castro, que renunciou à Presidência na terça, 19.

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