Às vésperas de referendo, Venezuela expulsa eurodeputado

Herrero se encontra já no aeroporto, a cerca de 30 quilômetros de Caracas, para onde foi levado pela Polícia

EFE

14 de fevereiro de 2009 | 02h24

O eurodeputado espanhol Luis Herrero será expulso da Venezuela no primeiro voo que sair neste sábado do aeroporto da cidade de Maiquetia, disse à imprensa o dirigente opositor Julio Borges. Herrero se encontra já no aeroporto, a cerca de 30 quilômetros de Caracas, aonde foi levado pela Polícia. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela havia pedido nesta sexta que o Governo expulsasse "imediatamente" do país o eurodeputado, pelas declarações que teria feito contra esse organismo venezuelano. A presidente do CNE, Tibisay Lucena, fez público o pedido ao Ministério das Relações Exteriores através de um discurso de rádio e televisão transmitido a todo o país. Lucena disse que as declarações de Herrero foram uma "agressão" contra o CNE e contra a Venezuela. Por isso, pediu "ao Executivo que cumpra" a solicitação de expulsão do eurodeputado. Herrero estava na Venezuela, junto com outros políticos europeus, convidado pelo opositor Partido Social-Cristão (Copei). Em declarações dadas à cadeia local "Globovisión", Herrero criticou, entre outras coisas, a decisão do CNE de fixar o fechamento dos centros de votação às 18h (20h30, Brasília) em vez das 16h (18h30), como em ocasiões anteriores. A Venezuela realiza no próximo domingo um referendo que decidirá sobre o direito à reeleição ilimitada de várioscargos públicos, incluindo o de presidente, ocupado por Hugo Chávez.

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