Gustavo Amador/Efe
Gustavo Amador/Efe

Às vésperas do exílio, Zelaya diz que pretende voltar um dia

Desde setembro na embaixada brasileira, presidente deposto de Honduras deve deixar o país na quarta-feira

Efe,

26 de janeiro de 2010 | 14h11

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, assegurou hoje que sua intenção é voltar um dia a seu país, que deve deixar amanhã, acompanhado do líder da República Dominicana, Leonel Fernández.

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"Minha ideia é retornar um dia. Não sei quanto tempo passará, mas quero voltar um dia, sou um hondurenho de verdade", disse Zelaya à emissora local "Globo" de dentro da Embaixada do Brasil, onde está abrigado há quatro meses e de onde sairá após a posse amanhã do presidente eleito, Porfirio Lobo.

Zelaya expressou sua confiança em que "nos próximos meses, com o novo presidente, seja oferecido um processo de reconciliação  nacional".

O líder deposto assegurou que foram cogitadas várias opções para deixar a Embaixada, inclusive a possibilidade de sair em um helicóptero rumo ao aeroporto militar da cidade.

"Quero dizer à resistência que não é conveniente que venham à sede diplomática do Brasil, porque seria interferir neste processo que temos com os presidentes" que influíram para permitir a saída, disse o governante derrubado em um golpe de Estado em junho do ano passado.

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"Eu teria que sair em um helicóptero e isso complica muito as coisas. É melhor sair nos carros do próprio Estado, que me sugeriu visitar a República Dominicana", acrescentou, ao aconselhar seus seguidores que manifestem no Aeroporto Internacional Toncontín de Tegucigalpa.

Zelaya disse que com ele sairão sua esposa e filha, Xiomara e Hortensia, assim como o assessor Rasel Tomei. Eles deixam o país porque, segundo Zelaya, enquanto não houver uma "justiça independente", submeter-se a um julgamento em Honduras seria "como passar pelo ridículo".

Zelaya ressaltou que deve receber a partir de hoje várias delegações, inclusive a do Canadá e a da República Dominicana, com Leonel Fernández.

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