Aspirante à presidência chilena,Pinera mostra plano contra crise

O bilionário chileno e aspirante a candidato presidencial Sebastian Pinera propôs um plano de 1,85 bilhão de dólares para proteger o Chile da crise econômica global em 2009, acima e além de um pacote de estímulo já existente de 4 bilhões de dólares.

REUTERS

14 de março de 2009 | 12h48

Dando um sinal de como sua política econômica pode se desenrolar caso seja eleito, Pinera, que é um político de centro-direita, afirmou que o plano temporário precisaria ser financiado com mais gastos governamentais e cortes de impostos e teria seu foco no estímulo ao crescimento de pequenas e médias empresas e na proteção ao emprego.

Ele propôs o plano "para o governo e para a nação" em uma coletiva de imprensa na sexta-feira, e o publicou em sites de importantes jornais neste sábado.

Pinera representa o principal nome da direita chilena para a Presidência desde que o país voltou a ser uma democracia, em 1990, depois da ditadura do general Augusto Pinochet.

Pinera criticou o atual governo de centro-esquerda por não reagir rapidamente aos problemas econômicos mundiais e pediu corte de impostos e subsídios para setores vulneráveis da economia.

O governo está gastando 4 bilhões de dólares de um total de 20 bilhões de dólares ganhos com a produção de cobre em um plano de estímulo fiscal que tem o objetivo de evitar uma recessão em meio à crise econômica global.

O candidato concordou com o espírito do plano, mas disse que o governo reagiu tardiamente, perdendo valiosos meses enquanto afirmava que o Chile estava protegido contra a crise.

"A resposta (do governo) foi um forte e necessário aumento nos gastos públicos, mas com pouco compromisso com a qualidade, eficiência e foco nos setores mais necessitados e na classe média", afirmou Pinera em seu plano, postado na íntegra no website do jornal El Mercurio neste sábado.

"As medidas que propus sugerem a necessidade de mais financiamentos neste ano, acima e além do orçamento de 4 bilhões de dólares anunciado pelo governo em janeiro", disse Pinera, cujo império empresarial inclui fatias na companhia aérea LAN e o clube de futebol Colo Colo.

Ele afirmou que o financiamento teria de ser feito de uma forma que não provoque "fatores desestabilizantes na economia ou enfraqueça desnecessariamente a taxa de câmbio... e impacte negativamente no setor de exportações".

Pinera liderou as pesquisas nos últimos meses, mas analistas dizem que sua campanha pode perder força conforme as eleições de dezembro vão se aproximando, e preveem uma apertada disputa com seu principal oponente, o ex-presidente Eduardo Frei, que governou o Chile entre 1994 e 2000.

A presidente Michelle Bachelet, que derrotou Pinera em 2005, não pode tentar a reeleição.

(Reportagem de Pav Jordan)

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