Assaltantes libertam uma refém em banco da Venezuela

Entre 30 e 50 continuam retidos na agência, cercada há mais de 25 horas; padre e médico devem entrar

Efe,

29 de janeiro de 2008 | 17h39

Uma das pessoas que são mantidas como reféns por um grupo de assaltantes em um banco numa cidade no centro da Venezuela foi liberada nesta terça-feira, 29, após passar mais de 25 horas retida.   A mulher, que deixou a agência do Banco Provincial da cidade de Altagracia de Orituco caminhando, foi identificada pela imprensa local como Zoraida Castillo. Ela seria uma das funcionárias do banco.   No entanto, entre 30 e 50 pessoas continuam retidas no local. A discrepância nos números deve-se aos relatos contraditórios de reféns e assaltantes entrevistados por uma rádio, que falam em 46 adultos e cerca de quatro menores, e do governo venezuelano, que coloca a cifra em 30.   Momentos antes da libertação de Zoraida, um dos assaltantes teria aceitado a entrada de um padre e de um médico na agência, com o objetivo de dar atendimento aos reféns. A informação é de uma rádio colombiana.   Segundo o suposto assaltante, que se identificou como Jorge, a entrada foi aceita para que as autoridades "vejam como estamos tratando as pessoas, para que conversem com elas". De acordo com ele, os criminosos estão dispostos a "libertar as crianças" e uma mulher grávida de oito meses. Ainda não está claro se a mulher liberada há pouco é a gestante.   Cerco de um dia   O drama começou na segunda-feira, 28, por volta das 11 horas, quando quatro homens armados tentaram assaltar o banco. Um policial que foi tirar dinheiro no caixa automático percebeu a situação e acionou o alarme.   Seis cativos já deixaram a agência, vários libertados pelos pistoleiros e um guarda de segurança que saiu correndo quando os ladrões abriram fogo contra ele, sem atingi-lo. Saldivia informou que os reféns tiveram permissão de falar por telefone celular com parentes.   Centenas de curiosos e parentes de reféns estão na frente do banco. Os assaltantes exigem uma ambulância para levá-los com vários reféns, o que é negado pelas autoridades. Alguns reféns mostraram cartazes nas janelas do prédio pedindo às autoridades para entregarem a ambulância e restabelecerem o abastecimento de água que foi cortado.   Os assaltantes teriam entre 23 e 27 anos e, segundo um dos criminosos entrevistados, disseram não querer "fazer mal a mal a ninguém".   Os assaltantes, que mantêm as armas nas mãos e possuem ao menos uma granada, desistiram de levar dinheiro, e pedem apenas que não sejam mortos.

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