Assaltantes mantêm mais de 30 reféns em banco na Venezuela

Polícia cerca por mais de 24 horas agência em busca de acordo com os quatro homens armados em Caracas

Associated Press e Reuters,

29 de janeiro de 2008 | 09h37

Homens armados mantêm 34 pessoas reféns dentro de um banco numa cidade da Venezuela, num tenso impasse com a polícia que já dura mais de 24 horas. A polícia cercava a agência bancária e tentava negociar com os seqüestradores em Altagracia de Orituco, no Estado de Guarico.   O drama começou na segunda-feira, 28, por volta das 11 horas, quando quatro homens armados tentaram assaltar o banco. Um policial que foi tirar dinheiro no caixa automático percebeu a situação, e deu o alarme. Os assaltantes mantêm cativos clientes e empregados do banco, informou Amanda Saldivia, uma repórter da local Guarana Radio FM.   Acredita-se que haja crianças entre os reféns, e durante a noite os pistoleiros aceitaram um pacote de fraldas e uma mamadeira, acrescentou Saldivia. A tevê local informou que entre os reféns está uma mulher grávida.   A polícia negocia com os assaltantes, buscando uma solução pacífica, disse o general Antonio Rivero, chefe da agência para situações emergenciais da Venezuela. Equipes de emergência aguardavam no lado de fora para eventualmente atender reféns e seus familiares, afirmou Rivero. Ninguém foi até agora ferido.   Seis cativos já deixaram a agência, vários libertados pelos pistoleiros e um guarda de segurança que saiu correndo enquanto os ladrões abriram fogo contra ele, sem atingi-lo. Saldivia informou que os reféns tiveram permissão de falar por telefone celular com parentes.   Centenas de curiosos e parentes de reféns estão na frente do Banco. Os assaltantes exigem uma ambulância para levá-los com vários reféns, o que é negado pelas autoridades. Alguns reféns mostraram cartazes nas janelas do prédio pedindo às autoridades para entregarem a ambulância e restabelecerem o abastecimento de água que foi cortado. O impasse ocorre na agência do Banco Provincial, ligado ao Bilbao Vizcaya Argentaria, ou BBVA, da Espanha.   Segundo meios de comunicação venezuelanos, alguns reféns enviaram mensagens de texto para seus parentes dizendo-lhes que os seqüestradores estavam cansados e com fome. Entre os que saíram da agência, alguns afirmaram que os assaltantes estavam nervosos e pediram que a polícia negociasse com eles a fim de resolver o impasse.

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