Assassinos de jovens em Ciudad Juárez são condenados a 240 anos de prisão

Sentenciados deverão pagar 629 mil pesos como reparação por danos causados a familiares

12 de julho de 2011 | 02h57

CIUDAD JUÁREZ - Quatro homens envolvidos no assassinato de 15 jovens na cidade mexicana de Ciudad Juárez, em janeiro do ano passado, foram sentenciados na segunda-feira, 11, a 240 anos de prisão cada um.

 

Os sentenciados deverão cumprir sua pena em uma prisão em Ciudad Juárez, além de pagar, cada um deles, 629 mil pesos (US$ 50 mil) como reparação pelos danos causados aos familiares das vítimas, informaram os três juízes em sua sentença.

 

Em 31 de janeiro de 2010, cerca de 60 pessoas participavam de uma festa no bairro Villas de Salvárcar quando os criminosos invadiram o local e mataram 15 jovens.

 

Os condenados são Juan Alfredo Soto Arias, Heriberto Martínez, Aldo Fabio Hernández Lozano e José Dolores Arroyo Chavarría.

 

Durante o julgamento, que começou em 20 de junho, o Ministério Público apresentou pelo menos 17 testemunhas, entre elas sobreviventes do massacre.

Uma testemunha declarou durante o julgamento que os quatro acusados faziam parte de um grupo de mais de 20 criminosos.

 

Após o assassinato dos 15 jovens, o governo mexicano iniciou o projeto "Todos Somos Juárez", com o objetivo de erradicar a violência desde a sua raiz.

 

O programa, que conta com 3,383 bilhões de pesos (US$ 277 milhões) estabeleceu 160 ações nas áreas de economia, emprego, saúde, educação, desenvolvimento social e segurança para reconstruir o tecido social e a convivência dos residentes desta violenta cidade.

 

Ciudad Juárez, onde os cartéis das drogas de Juárez e o de Sinaloa travam sangrentos confrontos pelo controle da cidade mais violenta do México, onde houve mais de 3.100 assassinatos em 2010.

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