Ataque da guerrilha Sendero Luminoso mata 14 no Peru

Comboio militar e dois civis são atingidos em emboscada; incidente é um dos mais violentos dos últimos anos

Reuters

10 de outubro de 2008 | 20h48

Membros da guerrilha Sendero Luminoso causaram a morte de 12 militares e dois civis durante uma emboscada no Peru, disse nesta sexta-feira, 10, o Exército, num dos piores ataques dos últimos anos e no momento em que o presidente Alan García encara uma crise política por um escândalo de corrupção. O Exército informou anteriormente que as vítimas do ataque eram 19, mas revisou o número depois que uma patrulha chegou ao lugar da emboscada, uma área remota do país.   Veja também: Presidente do Peru aceita renúncia de ministros O Comando Conjunto das Forças Armadas não reportou nenhuma baixa entre os membros do Sendero Luminoso e afirmou que o ataque deixou 14 militares e três civis feridos, entre eles um menino de aproximadamente cinco anos. "As operações militares continuam para capturar os delinquentes terroristas", disse o Exército em comunicado. A emboscada ocorreu na noite de quinta-feira, quando quatro veículos militares retornavam para uma base contra-terrorista na província de Tayacaja, na região andina de Huancavelica, a sudeste de Lima.   "Os terroristas detonaram uma carga explosiva embaixo de um caminhão que transportava civis e imediatamente fizeram disparos com armas de longo alcance sobre todos os veículos", informou o Exército em um primeiro comunicado. Os militares iniciaram em meados de agosto uma ofensiva na zona do Vrae (Vale dos rios Apurimac e Ene), nos Andes do sul do Peru, considerado como um dos últimos bastiões dos rebeldes e onde atuam em conjunto com o narcotráfico. O Sendero Luminoso, de ideologia maoísta, leva uma guerra de mais de duas décadas contra o Estado peruano, que deixou 69.000 mortos ou desaparecidos, a maioria civis, segundo uma comissão que investigou a violência interna.  

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