Ataque das Farc mata 9 homens da Marinha da Colômbia

Em outro incidente no país, carro bomba é desativado e 3 guerrilheiros são mortos

EFE

24 Maio 2010 | 14h28

BOGOTÁ - Pelo menos nove homens da Marinha colombiana morreram nesta segunda-feira, 24, em uma emboscada das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em um dos mais graves ataques da guerrilha na campanha para as eleições presidenciais do próximo domingo, informaram à Agência Efe fontes militares.

 

Os militares morreram em um confronto entre uma patrulha da Marinha e membros das Farc no departamento de Caquetá, no sul do país, onde os guerrilheiros têm forte presença.

 

Os incidentes ocorreram entre os municípios de Solano e Cartagena del Chairá. Segundo a imprensa local, além dos nove mortos, há outro militar desaparecido, embora este não tenha sido confirmado pelas Forças Armadas.

 

Carro Bomba

 

Em outro incidente, o exército colombiano desativou um carro-bomba abandonado pelas Farc em uma estrada no leste do país e matou três supostos rebeldes dessa guerrilha no departamento de Tolima (centro), informaram hoje fontes militares.

 

O carro-bomba, abandonado supostamente por guerrilheiros das Farc, foi encontrado na estrada que liga Puerto Rondón a Tame, no departamento de Arauca, fronteiriço com a Venezuela, explicou o Exército em comunicado.

 

O veículo, carregado de explosivos, foi localizado graças à informação da rede de voluntários da região e desativado em seguida de maneira controlada por engenheiros do Exército e da Polícia Nacional.

 

De acordo com as primeiras investigações, as Farc pretendiam realizar um atentado com esse carro-bomba para prejudicar as eleições presidenciais do próximo domingo.

 

Em outra operação realizada em Tolima, militares da 5ª Divisão do Exército colombiano mataram três supostos integrantes da facção Marquetalia das Farc, próximo ao município de Ataco.

 

Os supostos insurgentes, cuja identidade ainda não foi revelada, levavam material de guerra e explosivos, detalhou o Exército.

 

A Missão de Observação Eleitoral (MOE), uma ONG colombiana que monitora e analisa a campanha eleitoral no país, alertou dias atrás que as ações armadas das guerrilhas das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN) aumentaram nas últimas semanas e poderiam afetar o pleito de domingo.

 

Por esse motivo, vários departamentos do país estão em alerta máximo diante das possíveis ataques guerrilheiros.

 

O ministro da Defesa, Gabriel Silva, informou também sobre um suposto plano das Farc no qual guerrilheiros disfarçados de policiais cometeriam ações terroristas no dia das eleições.

 

Para reforçar a segurança nessa reta final da campanha, as autoridades iniciaram a mobilização de 350 mil militares e policiais em todo o país.

 

Também se reforçou a proteção dos candidatos à Presidência e especialmente do candidato Gustavo Petro, do esquerdista Polo Democrático Alternativo (PDA), que afirmou ontem ter sido ameaçado de morte pelas Farc.

 

Este último ataque das Farc coincide com o início de uma semana de reflexão depois que os candidatos fizeram ontem seus últimos comícios públicos, uma semana antes das eleições, conforme determina a legislação colombiana.

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