Atentado com carro-bomba deixa ao menos nove feridos na Colômbia

Explosão atinge sede de rádio em Bogotá; Santos promete não baixar guarda após ato terrorista

Associated Press

12 de agosto de 2010 | 08h20

 

BOGOTÁ - Pelo menos nove pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira, 12, com a explosão de um carro-bomba perto da sede da Rádio Caracol, uma das mais importantes da Colômbia, em Bogotá, informou a polícia local.

 

"Por sorte não tivemos mortes e temos quatro pessoas levemente feridas", disse o general Oscar Naranjo, diretor da Polícia Nacional, ainda no local da explosão. Posteriormente, o número foi elevado para nove. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

 

Momentos antes, o comandante da Polícia Metropolitana, o general César Pinzón, havia dito que "se tratava de um veículo detonado", ou seja, um carro-bomba, embora o militar também considerou que "outras hipóteses não foram descartadas". "Isso não vai nos tirar do contexto da nossa política de segurança", disse Pinzón, acrescentando que a polícia ainda não tinha informações sobre a quantidade e o tipo de explosivos.

 

A explosão ocorreu por volta das 5h30 locais (7h30 em Brasília), perto da sede central da Rádio Caracol, no norte de Bogotá, onde se encontram várias sedes de bancos comerciais. Um prédio da agência de notícias Efe também sofreu danos com a explosão.

 

Imagens da televisão local mostravam a região isolada pela polícia com janelas quebradas e veículos danificados. Os feridos foram levados para hospitais diferentes, e, segundo Pinzón, todos haviam sofrido cortes no rosto e nos braços e estavam fora de perigo.

 

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, indicou que a explosão do carro-bomba foi um atentado "terrorista" e avisou que o governo não será intimidado por este tipo de ação. Santos tomou posse no último sábado.

 

"Como todo ato terrorista, o que querem é perturbar, gerar medo na população. Não vão conseguir. Isso nos lembra que não podemos baixar a guarda, o país deve ficar absolutamente tranquilo", disse Santos aos jornalistas, no local da explosão.

 

O líder acrescentou que apenas três das pessoas feridas tiveram que ser levadas a hospitais, mas com ferimentos leves. "Comemoro por não ter que lamentar nenhuma vítima humana", acrescentou.

 

Santos assegurou que fatos como o ocorrido lembram que não se pode "baixar a guarda em matéria de segurança democrática" e disse que os colombianos podem ficar "totalmente tranquilos". "Foram (causados) apenas danos materiais, não causaram danos estruturais em nenhum edifício", acrescentou.

 

Janelas foram quebradas pela explosão.

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