Atiradores matam guardas de governador mexicano e fazem ameaça

Homens armados jogaram os corpos mutilados de dois seguranças de um governador mexicano nesta quarta-feira e deixaram uma mensagem ameaçando mais violência. Mesmo assim, o governador disse que não será intimidado.

REUTERS

15 de junho de 2011 | 19h39

Em um aumento na já alarmante violência em Monterrey, a cidade mais rica do México, soldados e policiais encontraram os corpos cobertos por lençóis e jogados próximos de um supermercado, informaram a imprensa mexicana e o governo do Estado de Nuevo León.

"Para o governador Rodrigo Medina, aqui estão dois dos seus guarda-costas", dizia a mensagem próxima aos corpos, segundo o jornal local El Norte. O bilhete também informava que os seguranças, membros da polícia estadual de Nuevo León, receberam dinheiro do temível cartel de drogas Zetas. "Veremos onde diabos você vai conseguir se esconder", acrescentou.

O governo estadual confirmou as mortes, mas não deu mais detalhes.

Medina, um membro do partido de oposição Revolucionário Institucional (PRI), está sob pressão dos cidadãos para acabar com a crescente onda de violência relacionada com drogas. Na sua conta no twitter, ele disse que não será intimidado pela ameaça. "Ameaças não vão impedir que eu lute pela segurança de Nuevo León", disse.

Medina ofereceu depois as suas condolências para as famílias das vítimas em coletiva de imprensa, mas se recusou a oferecer mais informações sobre o ataque ou o nome dos seguranças.

Monterrey é sede de algumas das maiores empresas da América Latina e a sua renda per capta anual, de 17 mil dólares, é o dobro da média mexicana. A cidade, no entanto, se tornou uma das mais violentas no México com mais de 650 mortes na guerra do tráfico de drogas apenas neste ano, mais do que em todo o ano de 2010.

Antes considerada modelo, a cidade de 4 milhões de pessoas a 230 quilômetros do Texas testemunhou um rápido aumento na violência relacionada com tráfico de drogas desde que o presidente Felipe Calderón começou a sua batalha contra os cartéis, no final de 2006. Cerca de 40 mil pessoas morreram no México desde então.

Os Zetas enfrentam uma aliança dos cartéis do Golfo e Sinaloa pelo controle de Nuevo León e pelas rotas de contrabando para os Estados Unidos.

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