Atividade de vulcão chileno aumenta; povoado é esvaziado

Erupção do Chaitén obriga autoridades a retirarem moradores de povoados a até 150 quilômetros da região

REUTERS

08 de maio de 2008 | 08h26

O vulcão chileno Chaitén intensificou sua atividade por volta da meia-noite de quarta-feira, 7, expelindo cinzas e material incandescente, o que obrigou militares e cerca de dez civis a sair da área mais próxima ao cume. O povoado sulista de Chaitén, que fica a somente 10 quilômetros de distância do vulcão, teve de ser totalmente esvaziado quando o vulcão expeliu lava por alguns minutos e densas colunas de cinzas, que caíram sobre o local. "O pessoal do Exército viu material incandescente, com um aumento do odor de enxofre no povoado de Chaitén. Isso determinou a retirada de civis e de membros do Exército, que foram levados até a vizinha Puerto Cárdenas", disse à Reuters Miguel Muñoz, chefe da Oficina Nacional de Emergências (Onemi). Uma testemunha da Reuters, que estava perto de Chaitén, confirmou que funcionários do Exército se deslocavam para Puerto Cárdenas.  O vulcão Chaitén, de mais ou menos mil metros de altura, entrou em atividade há uma semana, o que provocou o esvaziamento de grande parte de vilarejos como Futalefú -150 quilômetros a oeste do vulcão - devido às cinzas que se deslocaram para a região, alcançando também cidades argentinas. Grande parte da população de Chaitén foi levada a albergues na cidade de Puerto Montt, que fica a cerca de mil quilômetros ao sul de Santiago e 200 quilômetros ao norte do vulcão. Milhares de pessoas tiveram de sair de suas casas, algo não visto no Chile há décadas. Elas são o principal motivo de preocupação do governo da presidente Michelle Bachelet. Em um vôo sobre o vulcão, no qual estava a Reuters, pode-se ver uma densa camada de fumaça saindo da cratera. As margens e águas dos rios próximos ao vilarejo de Chaitén estão tingidos de branco devido às cinzas.

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