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Ativistas acham dados da Operação Condor no Paraguai

Arquivos do Ministério da Defesa guardavam documentos sobre esquema de repressão de regimes militares

Efe,

14 de outubro de 2009 | 15h45

Ativistas de direitos humanos encontraram nesta quarta-feira, 14, documentos com dados da chamada Operação Condor, um esquema de repressão instaurado por regimes militares do Cone Sul durante as décadas de 70 e 80, nos arquivos do ministério da Defesa do Paraguai.

 

"É um fato histórico porque é a primeira vez na história da América Latina em que as Forças Armadas abrem seus arquivos", disse Martín Almada, que liderou o grupo de ativistas que entrou nas dependências do ministério com a autorização do titular de Defesa paraguaio, Luis Bareiro.

 

Nos arquivos policiais da ditadura de Alfredo Stroessner, de 1954 a 1989, conhecidos como Arquivos do Terror, "encontramos três toneladas (de documentos) e aqui uma tonelada", afirmou Almada. "Estamos encontrando dados da Operação Condor, das ligas agrárias (movimento camponês opositor à ditadura), de repressão a mulheres, de guerrilheiros argentinos ou documentos que eram considerados subversivos", disse o ativista.

 

Almada explicou ainda que a abertura dos arquivos militares faz parte de um acordo de cooperação entre o governo paraguaio com um programa das Nações Unidas e a Fundação Celestina Pérez, que leva o nome de sua falecida esposa.

 

O ativista, ganhador do prêmio "Nobel Alternativo da Paz" em 2002, foi preso e torturado durante a ditadura de Stroessner, e sua esposa morreu em 1974 como consequência das pressões psicológicas às quais foi submetida enquanto seu marido estava detido.

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