Aumenta pressão sobre líderes rebeldes na Bolívia

O governo boliviano e os sindicatoscamponeses aumentaram na segunda-feira a pressão sobre trêsgovernadores regionais para que assinem um acordo nacional quegaranta uma saída para o conflito desencadeado pelos planossocialistas do presidente Evo Morales.As bases deste pacto foram definidas numa primeira rodada denegociações, concluídas no domingo, mas no último momento oslíderes rebeldes se recusaram a assiná-lo, deixando tudopendente pelo menos até quinta-feira, quando Morales retornarda Assembléia Geral das Nações Unidas.O presidente viajou na noite de segunda-feira para Nova York,pedindo aos governadores que assinem o acordo "com objetivoprincipal de conseguir a pacificação do país e orestabelecimento do Estado de Direito". Em entrevista coletiva ao lado do representante especial daUnião de Nações Sul-Americana (Unasul), o chileno José GabrielValdés, e outros observadores, Morales ofereceu modificar umprojeto de nova Constituição em favor das autonomias regionaisreclamadas pelos rebeldes. Em troca, os governadores dos departamentos de Santa Cruz,motor econômico do país, o distrito gasífero de Tarija e oamazônico de Beni deveriam apoiar a convocação de um referendopara pôr em vigência a nova carta magna em 2009. "Estou muito seguro...que se os governadores assinarem issojunto com o governo, voltariam a paz e a tranquilidade em SantaCruz", completou o presidente.

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