Autoridade esclarece caso de 'ameaça de bomba' em Buenos Aires

Um juiz argentino esclareceu nesta quarta-feira que uma bomba de ruído descoberta em um teatro de Buenos Aires onde o ex-presidente colombiano, Álvaro Uribe, deveria falar não era um artefato letal.

REUTERS

23 Maio 2012 | 16h01

O juiz de instrução Norberto Oyarbide disse a jornalistas na terça-feira que a polícia tinha desativado um artefato explosivo que poderia ter matado as pessoas nas proximidades se tivesse explodido, suscitando suspeitas de que os rebeldes colombianos de esquerda pudessem estar alvejando Uribe.

Mas o capitão da polícia Néstor Rodriguez disse mais tarde que os dois artefatos encontrados em uma caixa de papelão foram "planejados para fazer um barulho estrondoso, com baixo efeito destrutivo ou mecânico".

"Me disseram que os artefatos...tinham capacidade de causar danos significativos", disse Oyarbide à Rádio Caracol, da Colômbia, acrescentando ter sido informado pelo chefe da unidade antiterrorista da polícia argentina.

O juiz elogiou a colaboração dos investigadores colombianos para ajudar a esclarecer o caso. Nenhum grupo assumiu responsabilidade por ter colocado o dispositivo no local.

Uribe, que reprimiu as guerrilhas enquanto foi presidente da Colômbia, chegou à Argentina e seguirá com sua programação no teatro Gran Rex, no centro de Buenos Aires, onde acontece uma conferência sobre liderança.

Na semana passada, o ex-ministro do Interior de Uribe escapou por pouco de um carro-bomba em Bogotá. A explosão matou seu motorista e uma escolta policial.

(Reportagem de Hilary Burke)

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