Autoridades do Peru resgatam 1.400 turistas em Machu Picchu

Cerca de 800 ainda permanecem na região afetada pelas fortes chuvas, dentre os quais 270 brasileiros

BBC Brasil, BBC

29 de janeiro de 2010 | 07h36

Imagem feita no local atingidos pelas chuvas mostra ferrovia intransitável. Foto: Felipe Mortara/FotoRepórter/AE

 

LIMA - As autoridades peruanas já retiraram cerca de 1.400 turistas da região das ruínas de Machu Picchu, depois que fortes chuvas e deslizamentos de terra deixaram a região isolada desde o domingo.

 

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Aproveitando uma leve melhora no tempo, o governo enviou helicópteros para resgatar as pessoas, mas cerca de 800 turistas permanecem no local, entre eles, cerca de 270 brasileiros, segundo o Itamaraty.

Mais de 80 mil pessoas foram afetadas pela chuva no Estado de Cuzco, e 14 mil hectares de terra cultivável foram perdidos, segundo o presidente regional, Hugo Gonzalez.

Essas foram as piores chuvas na região em 15 anos, e cerca de 5 mil casas ficaram totalmente inabitáveis. O governo local calcula prejuízos de US$ 180 milhões.

As ruínas de Machu Picchu, a principal atracão turística do Peru, vão permanecer fechadas por várias semanas.

Ilhados

Os turistas ficaram isolados na cidade de Aguas Calientes, próxima às ruínas de Machu Picchu desde o domingo, quando as chuvas provocaram deslizamentos de terra, bloqueando o acesso à cidade histórica.

Cerca de 2.500 turistas já haviam sido retirados desde o início da semana e as autoridades esperam completar a evacuação neste fim de semana. Os moradores locais, no entanto, continuam a sofrer com o mau tempo.

O governo local afirmou que são necessárias 60 toneladas de alimentos e disse ter enviado equipes de ajuda a algumas regiões de Cusco, no sudeste peruano.

O governo do Estado vizinho Ayacucho, Ernesto Molina, disse que é necessário declarar emergência na província de Huanta, gravemente afetada pela cheia do rio Huantacacha.

A inundação afetou mais de 100 casas. As autoridades dos Estados vizinhos de Huancavelica, Apurímac e Puno também alertaram para danos.

O governo peruano também está preocupado com danos às ruínas de Machu Picchu, Patrimônio da Humanidade e Capital Arqueológica da América, e teme-se que várias de suas estruturas incas e coloniais corram o risco de desaparecer.

Por conta disso, o Instituto Nacional de Cultura, em Lima, aprovou uma verba emergencial de US$ 1,5 milhão para iniciar os trabalhos de recuperação arqueológica e de monumentos históricos.

A chuva já provocou a queda de vários enormes blocos de pedra que formavam uma das paredes da fortaleza inca de Sacsayhuamán. Já foram confirmadas as mortes de cinco pessoas, incluindo uma turista argentina e seu guia peruano.

 

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