Marcelino Vázquez/EFE
Marcelino Vázquez/EFE

Autoridades identificam 15 vítimas do acidente aéreo em Cuba

Restos mortais dos primeiros identificados começaram a ser entregues a familiares na cidade de Holguín

O Estado de S.Paulo

20 Maio 2018 | 18h42

Autoridades de Cuba identificaram os restos mortais de 15 das 110 vítimas fatais do acidente com um Boeing 737-200 na sexta-feira na capital do país, Havana. Uma equipe de investigadores locais e estrangeiros se concentrava nas possíveis causas do desastre e nas condições operacionais da empresa mexicana proprietária do avião, que caiu logo após a decolagem.

Os únicos sobreviventes resgatados na sexta-feira, três passageiras, permaneciam em estado crítico na unidade de terapia intensiva do Hospital Calixto García, no centro de Havana, enquanto os restos mortais das primeiras vítimas identificadas começaram a ser entregues a familiares na cidade de Holguín, disseram as autoridades. Cinco crianças estavam entre as 15 vítimas identificadas no fim de semana, segundo as autoridades, que informaram ainda que a identificação de todas as vítimas pode levar dias.

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O Boeing, que seguia para Holguín, caiu em um campo e pegou fogo logo após decolar do aeroporto de Havana na sexta-feira. O ministro dos Transportes de Cuba, Adel Yzquierdo, disse que 110 pessoas morreram, dos 113 passageiros e tripulação a bordo.

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Autoridades cubanas disseram que, depois de um pedido das autoridades norte-americanas, uma equipe da Boeing entrará na investigação. "Vamos fornecer toda a assistência necessária para que eles possam fazer o seu trabalho", disse o ministro dos Transportes à mídia estatal. Investigadores mexicanos já participam da investigação, já que a aeronave, construída em 1979, foi alugada pela companhia mexicana Aerolíneas Damojh para a aérea Cubana de Aviación, que tem uma frota antiga e recentemente desativou muitos de seus aviões.

A Damojh era responsável pela manutenção e operação da aeronave, disse Yzquierdo. "Nós alugamos este avião há menos de um mês. Mantemos toda a documentação que mostra que a tripulação estava certificada e pronta", acrescentou. Yzquierdo disse que é comum para a Cubana de Aviación arrendar aeronaves de companhias estrangeiras, em parte porque o embargo dos EUA contra a ilha reduz a capacidade da companhia estatal de comprar aviões. O governo mexicano disse na noite de sábado que vai conduzir uma nova auditoria operacional da companhia aérea para determinar se está cumprindo as regulamentações e coletar informações que possam ajudar na investigação./DOW JONES NEWSWIRES

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