Autoridades negam que corpo em hospital seja de líder das Farc

Militares colombianos e polícia venezuelana descartam que Ivan Márquez tenha morrido como disse a imprensa

Efe,

18 de junho de 2008 | 14h56

O cadáver que está nas dependências do instituto de medicina legal do Hospital Central de San Cristóbal, no Estado venezuelano de Táchira, não é do guerrilheiro colombiano conhecido como Ivan Márquez, do secretariado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), segundo disseram nesta quarta-feira, 18, fontes oficiais dos dois países.   Veja também: Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região     Em Bogotá, o comandante das forças militares, general Freddy Padilla de León, disse que "é infundada esta versão. Veio da imprensa da Venezuela, e nós, em todas as averiguações que fizemos, verificamos que não é verdade esta versão" da morte do alto dirigente das Farc. A polícia venezuelana também descartou a possibilidade de que homem que morreu por tiros seja o guerrilheiro.   Além disso, e após várias horas de exames, fontes do Hospital Central de San Cristóbal descartaram que o cadáver levado seja do chefe guerrilheiro. "É uma pessoa diferente", disse à rádio colombiana Caracol o delegado Daniel Hernández. Um pouco antes das declarações de Padilla de León, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que não sabia se um alto chefe das Farc tinha sido morto nos últimos dias, e anunciou que estava averiguando o fato.   "Vamos averiguar (...)", disse Uribe, após afirmar que desconhecia essa informação que começou a circular na noite de terça na imprensa colombiana. Segundo emissoras, um informante das forças militares "alertou sobre a morte de outro membro do secretariado" das Farc em um combate na zona de fronteira com a Venezuela.   Márquez, cujo verdadeiro nome é Luciano Marín Arango, que foi libertado de uma prisão colombiana a pedido do presidente francês Nicolas Sarkozy em junho para auxiliar na libertação de Ingrid Betancourt, é um ideólogo radical. Congressista na década de 1980, o guerrilheiro se encontrou com o presidente Hugo Chávez em Caracas em novembro de 2007, quando o venezuelano mediava as negociações pela libertação dos reféns. De acordo com autoridades colombianas, Márquez e Timochenko lideram acampamentos na região da fronteira com a Venezuela.

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