Avançam negociações sobre presos políticos em Cuba, dizem Damas de Branco

Segundo organização, negociações entre Igreja Católica e governo cubano são graduais

Efe e BBC,

23 de maio de 2010 | 19h09

HAVANA- As Damas de Branco, parentes dos 75 opositores cubanos presos em 2003, disseram neste domingo, 23, que as negociações entre o governo do general Raúl Castro e a Igreja Católica sobre os presos políticos "vão avançando".

 

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"Estamos otimistas, temos esperanças. As conversas vão avançando", declarou à imprensa Laura Pollán, porta-voz do grupo dissidente.

 

Pollán, esposa de Héctor Maseda, condenado a 20 anos, disse que o cardeal Jaime Ortega e o secretário-geral da Conferência de Bispos Católicos, Juan de Dios Hernández, lhe explicaram que os passos após a reunião da Igreja com o líder Raúl Castro serão graduais.

 

"Temos muitas esperanças, muita fé de que haja boas notícias em breve", ressaltou Pollán, embora tenha enfatizado que não indicaram datas exatas.

 

Neste sábado, o dissidente Guillermo Fariñas afirmou que as autoridades cubanas concordaram em relaxar as condições de detenção dos prisioneiros políticos depois de negociações com líderes da Igreja Católica.

 

Segundo Fariñas, que iniciou uma greve de fome três meses atrás após a morte de um dissidente sob custódia das autoridades, os prisioneiros detidos em prisões distantes serão transferidos para mais perto de suas casas e os prisioneiros doentes serão transferidos para hospitais.

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