Avião francês deixa Colômbia após fracasso da missão conjunta

Conforme havia sido anunciado pela França na 3ª, missão parte após falhar em encontrar reféns das Farc

Efe e Associated Press,

09 de abril de 2008 | 17h55

O avião do governo francês deixou a Colômbia nesta quarta-feira, 9, após o fracasso da missão conjunta entre França, Espanha e Suíça para encontrar a ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt e outros reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Na terça-feira, 8, o governo francês informou que a missão humanitária enviada por Paris "deixará a Colômbia em breve" devido a falta de acordo com as Farc.   Veja também: 'Ingrid não sofre de febre amarela e malária', diz marido Sinais particulares de Ingrid, por Loredano Conheça a trajetória de Ingrid Betancourt  Por dentro das Farc  Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região     Manter a missão na região "não se justifica pelo momento", disse o governo francês em nota. "A determinação dos três países (Espanha, Colômbia e Suíça) continua intacta. Seguiremos plenamente mobilizados em favor da libertação de Ingrid Betancourt e dos reféns mais debilitados, numa solução humanitária", conclui.   Ingrid é mantida em cativeiro há mais de seis anos por rebeldes das Farc. Acredita-se que ela esteja gravemente doente. O avião enviado pela França passou vários dias em um aeroporto de Bogotá com uma missão integrada por médicos e diplomatas com o objetivo de chegar à refém.   Em comunicado, a direção das Farc disse que a missão médica não era "procedente", não foi coordenada previamente e era o resultado da "má fé" do presidente colombiano, Álvaro Uribe, em relação ao Palácio do Eliseu.   "Sem o acordo das Farc para esta missão muito precisa" não há "neste momento nenhuma possibilidade para esta missão", disse nesta quarta o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner."É preciso ter isso em conta, mas isso não significa que desistimos. Ao contrário, estamos obstinados", disse Kouchner.   O chanceler afirmou, sem dar datas, que em um futuro "bastante próximo" irá à região para tentar relançar os esforços em uma missão que "será, sem dúvida, diferente."     (Matéria ampliada às 18h20)

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