Aviões buscam enviados de missão para libertar reféns das Farc

Helicópteros ainda aguardam as coordenadas do local de entrega dos reféns; libertação teria sido anunciada

29 de dezembro de 2007 | 13h52

Três aeronaves Falcon decolaram no fim da manhã deste sábado, 29, do aeroporto de Santo Domingo, na Venezuela, com destino a Caracas para buscar os enviados da missão de resgate de três reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), segundo informações da agência AFP. Veja também:Falta de garantia para Farc dificulta resgate, diz GarciaCronologia: do seqüestro à liberdade Entre os enviados internacionais estão o ex-presidente argentino Néstor Kirchner e o assessor presidencial brasileiro Marco Aurélio Garcia. A missão vai buscar na Colômbia Clara Rojas, ex-assessora de campanha da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo, cuja libertação foi anunciada pelas Farc, segundo um funcionário do aeroporto.  A missão é coordenada pela Venezuela e conta com o apoio de França, Suíça e cinco países da América Latina. Garcia, o enviado do Brasil, afirmou neste sábado que os enviados internacionais não devem entrar en contato com os membros da guerrilha colombiana. "Seria um grande risco para ele, já que seguramente estarão sob observação das autoridades da Colômbia", explicou Garcia à argentina Radio del Plata, citada pela AFP. Os dois helicópteros enviados à Colômbia pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, para transportar os reféns continuavam em terra neste sábado à espera de coordenadas do local de entrega. Mais de uma semana depois da promessa de libertação, o grupo rebelde ainda não revelou, segundo informações oficiais, o local exato onde será feita a entrega dos reféns para uma missão internacional organizada pela Venezuela. "Ainda não temos informações e, quando recebermos, devemos coordenar com o Ministério da Defesa as garantias de segurança para a missão", disse Barbara Hintermann, chefe da delegação da Cruz Vermelha Internacional na Colômbia. A falta de informações está produzindo incertezas sobre a hora e o dia da segunda fase da operação e sua finalização. Os dois helicópteros MI 17, com os emblemas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, permaneciam no sábado estacionados no aeroporto de Vanguardia na cidade de Villavicencio.  Seqüestro  González, de 57 anos, e Rojas, de 44, foram seqüestradas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há cerca de seis anos e permanecem em cativeiro devido às posições inflexíveis nas negociações para a troca de 47 reféns por 500 rebeldes presos. Emmanuel, o filho de Rojas, que nasceu em cativeiro, fruto de um relação com um guerrilheiro, se converteu em um símbolo de esperança para os seqüestrados.  Devido ao fim dos contatos entre o presidente Alvaro Uribe e as Farc, a intervenção de Chávez e da comunidade internacional abriu possibilidades de libertações futuras incluindo os quatro reféns famosos: a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt e três norte-americanos.  (com Reuters)

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