Bachelet diz que América do Sul não pode de minimizar Unasul

Para a presidente do Chile, é um luxo inadmissível

EFE

23 de maio de 2008 | 01h45

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse nesta quinta-feira em Brasília que a América do Sul não pode se dar ao luxo de minimizar a oportunidade que a região tem de integração com a constituição da União de Nações sul-americanas (Unasul). Pouco depois de chegar a Brasília para assinar o tratado de constituição da Unasul, a governante chilena afirmou que as tarefas de integração "são essenciais no momento de resolver os problemas que são comuns". Bachelet lamentou o fato de o ex-presidente equatoriano Rodrigo Borja ter se recusado a assumir a Secretaria Executiva da Unasul, decisão anunciada horas antes da cúpula e justificada pelas divergências com a maioria dos presidentes dos 12 países-membros. "O ex-presidente Borja teve suas razões para recusar e tenho certeza de que os presidentes vão saber como encontrar um novo secretário e estabelecer regras claras que nos permitam avançar", afirmou. Segundo Bachelet, "os países não podem se dar ao luxo de minimizar esta grande oportunidade" oferecida pela Unasul. Perguntada sobre a possibilidade de assumir a Presidência rotativa da Unasul, à qual a Colômbia renunciou devido a seu conflito com Equador e Venezuela, Bachelet respondeu que será um assunto que deve ser resolvido nesta sexta-feira pelos presidentes. Fontes da Presidência chilena disseram que Bachelet decidiu que só aceitará esta missão se houver um consenso entre os 12 países.

Tudo o que sabemos sobre:
Unasul

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.