'Bachelet estaria boa após quatro cervejas', diz roqueiro

Ministra chilena considera machista declaração de baterista do The Police sobre presidente chilena

Efe,

30 de outubro de 2007 | 10h52

A ministra chilena Laura Albornoz considerou uma "aberração" um comentário machista do baterista do grupo britânico The Police, Stewart Copeland, sobre a presidente do Chile, Michelle Bachelet.   Em entrevista publicada pela revista Wikén, do jornal chileno El Mercurio, o músico comparou Bachelet com a recém-eleita presidente da Argentina, Cristina  Kirchner, e com Hillary Clinton, pré-candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos.   "A futura presidente da Argentina já estaria boa com uma cerveja; a do Chile, com quatro; Hillary Clinton, com uma garrafa de tequila", disse o baterista, respondendo a uma pergunta de uma jornalista chilena.   A resposta indignou a ministra do Serviço Nacional da Mulher (Sernam). "Isso é machismo", afirmou, nesta segunda-feira. Ela também criticou um jornal que reproduziu na primeira página as declarações do músico.   "É disso que falamos quando denunciamos o machismo que estápresente nos meios de comunicação, na imprensa escrita, quando falamos, quando nos relacionamos. Isso nos envergonha", afirmou Albornoz.   "Eu tomo a tarefa de representar a opinião pública quando o machismo, que está presente na nossa cultura, se manifesta de uma forma tão aberrante", disse. Ela acrescentou que considerou "desastrosa" a manchete do jornal.   O grupo The Police, formado por Copeland, Sting e Andy Summers, dará um show em Santiago dia 5 de dezembro. No dia 8, a banda toca no Maracanã, no Rio de Janeiro.

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