Eduardo Verdugo/AP
Eduardo Verdugo/AP

Barão das drogas mexicano é morto por soldados da Marinha

É uma das maiores vitórias obtidas pelo governo do presidente Felipe Calderón na guerra contra o tráfico

Agência Estado,

17 de dezembro de 2009 | 08h34

Duzentos soldados da Marinha mexicana fizeram buscas num complexo de apartamentos de alto padrão e matou Arturo Beltran Leyva, famoso chefe do cartel de Sinaloa, em um tiroteio que durou duas horas. Essa é uma das maiores vitórias obtidas pelo governo do presidente Felipe Calderón na guerra contra o tráfico.

O "chefe dos chefes" e três integrantes do seu cartel foram mortos no tiroteio na cidade de Cuernavaca, ao sul da Cidade do México, segundo um comunicado da Marinha. Um quinto membro do cartel cometeu suicídio durante a troca de tiros.

Atiradores do cartel dispararam granadas que feriram três soldados, segundo a Marinha. Um repórter da Associated Press que estava no local ouviu pelo menos 10 explosões. Durante o tiroteio, os soldados foram em cada um dos apartamentos para evacuar os moradores e levá-los à academia de ginástica, de acordo com uma mulher que estava falando do complexo pelo celular.

 

Desde que tomou posse, em dezembro de 2006, o presidente mexicano já empregou no combate ao tráfico de drogas mais de 45 mil soldados em todo o país. A ofensiva recebeu elogios de Washington, ainda que 14 mil pessoas tenham sido mortas numa onda de violência relacionada ao tráfico.

A última vez que as autoridades mexicanas tinham matado um importante barão das drogas havia sido em 2002, quando Ramon Arellano Felix, do cartel de Tijuana, foi morto a tiros pela polícia em um resort de Sinaloa.

Beltran Levya era um dos cinco irmãos em que se dividiu o cartel de Sinaloa há vários anos e aliou-se aos Los Zetas, um grupo de ex-soldados contratados pelo cartel do Golfo. Acredita-se que a separação dos irmãos alimentou grande parte do derramamento de sangue dos últimos anos.

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