Bares e prostíbulos queimados na Bolívia chegam a 50

Distúrbios começaram na segunda, quando moradores exigiram o fechamento dos 'antros de perdição' de jovens

Efe,

18 de outubro de 2007 | 07h32

Chegaram a quase 50 os bares e prostíbulos queimados e destruídos na cidade boliviana de El Alto, no terceiro dia de protestos de moradores, que na quarta-feira, 17, ganharam a adesão dos estudantes. O chefe do escritório de Defesa do Consumidor da Prefeitura de El Alto, Orlando La Fuente, disse à agência Efe que os locais destruídos nesta quinta-feira são entre 15 e 17. Somados aos 30 atacados entre segunda-feira e terça-feira, chegam quase a 50. Os distúrbios na cidade de 865 mil habitantes, uma das mais pobres da Bolívia, começaram na segunda-feira à noite. Um grupo de moradores exigiu o fechamento das casas noturnas, que consideram antros de delinqüência e perdição para seus filhos. Segundo o funcionário municipal, na noite desta quarta-feira as pessoas continuaram queimando os locais. A Polícia tenta controlar os manifestantes, enquanto detecta as casas que funcionam de forma ilegal. O prefeito Fanor Nava se reunirá nesta quinta-feira com os moradores e donos dos estabelecimentos, com o objetivo de "acalmar os ânimos". Ele pretende buscar uma solução para os distúrbios, nos quais foram atacados também locais que funcionam legalmente. Nava ordenou o fechamento imediato e definitivo dos locais que não cumprem as normas. Ele solicitou ao Congresso a aprovação de uma lei punindo com prisão os proprietários de negócios que atentem contra a segurança das pessoas, segundo a Agência Boliviana de Informação. Segundo a agência estatal, em El Alto funcionam mais de 2.000 casas desse tipo.

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